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Proença de Carvalho abandona defesa de Sócrates

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Proença de Carvalho só tinha em mãos duas ações contra 14 jornalistas do "Correio da Manhã"

José Carlos Carvalho

O advogado ainda representava o ex-primeiro-ministro em dois processos cíveis contra o "Correio da Manhã", mas passou a pasta a João Araújo, revela o "Público"

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

"Não fazia sentido estar a representar o engenheiro José Sócrates só nestes processos cíveis", explica Daniel Proença de Carvalho ao "Público" desta terça-feira. O conhecido advogado, que durante anos representou judicialmente o antigo primeiro-ministro, garante que o seu afastamento nada tem a ver com a Operação Marquês - e as suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais que determinaram a prisão preventiva em que Sócrates se encontra desde novembro de 2014.  

Proença de Carvalho só tinha em mãos duas ações contra 14 jornalistas do "Correio da Manhã", a propósito de notícias sobre a alegada vida milionária que o antigo primeiro-ministro levaria em Paris. O advogado alegava tratar-se de "uma das mais intensas campanhas persecutórias e difamatórias exercidas sobre um político português por parte de um orgão de comunicação social".

Em novembro, Proença de Carvalho garantia que não iria renunciar à defesa de Sócrates nestes casos. "Não somos nós que escolhemos os clientes. Os clientes é que nos escolhem a nós", disse na ocasião. Seis meses depois, mudou de ideias.