Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Aznar e Barroso apadrinham regresso de Relvas

  • 333

Miguel Relvas saiu do Governo em abril

Alberto Frias

Antigo presidente do Governo espanhol escreve o prefácio e o ex-presidente da Comissão Europeia apresenta, a 3 de julho, o livro de Miguel Relvas e Paulo Júlio intitulado "O outro lado da governação".

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

É um relato do processo da Reforma da Administração Local de 2011", conduzido pelo então ministro da tutela Miguel Relvas e pelo seu secretário de Estado, Paulo Júlio. Segundo declarações por parte da Porto Editora à Lusa, trata-se de um retrato "inédito sobre as dificuldades e as virtudes da governação em Portugal, revelando episódios políticos até agora desconhecidos e destacando as resistências que tentaram, sem sucesso, travar a primeira reforma estratégica e consistente da administração local executada em Portugal desde o século XIX".

O livro, com prefácio do antigo presidente do Governo espanhol, José Maria Aznar,  será apresentado por Durão de Barroso, numa sessão aprazada para 3 de julho. Escreve Aznar: "Nunca é fácil empreender reformas estruturais, seja em que país for. Apesar disso, a História tem-se construído graças aos reformistas e a indivíduos que foram capazes de superar estes obstáculos". A obra inclui ainda testemunhos de diversas personalidades, nomeadamente, Fernando Ruas, Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes e Luís Marques Mendes.

"Partindo das suas experiências e vivências pessoais, Miguel Relvas e Paulo Júlio falam das grandes manifestações contra a reforma, das complexas negociações com a 'troika', das relações infrutíferas com o PS e das relações politicamente exigentes com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses e com a ANAFRE [Associação Nacional das Freguesias], além de outros temas controversos e pouco conhecidos da opinião pública, como as reservas de setores da maioria que apoiava o Governo e as divergências com o CDS por causa da lei eleitoral autárquica", acrescenta a Porto Editora.

Este será o primeiro ato público de Miguel Relvas, de 53 anos, desde que se demitiu do cargo de ministro-Adjunto do primeiro-ministro e dos Assuntos Parlamentares, em abril de 2013.