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Política

A meta de Passos: menos de 10%

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Passos Coelho em pleno Porto Santo

HOMEM DE GOUVEIA / Lusa

Primeiro-ministro analisou os dados do desemprego e sublinha que não entende a posição de António Costa sobre este mesmo assunto.

Marta Caires

Jornalista

O primeiro-ministro considera que enquanto a taxa de desemprego não estiver abaixo dos 10%, o problema do desemprego continuará a ser preocupante, injusto para quem não tem trabalho e um desperdício para a economia. A declaração, feita esta terça-feira no Porto Santo, foi o primeiro comentário de Pedro Passos Coelho aos números do desemprego, que em abril ficou nos 13%.  

Passos Coelho não entende a posição de António Costa e do PS face a estes dados estatísticos - o chefe de Governo considera que os números divulgados esta terça representam uma boa notícia. O secretário-geral do PS lembrou, depois de se conhecer estes números, que existem 300 mil pessoas impossibilitadas de se inscrever nos centros de emprego e que 600 mil estão sem emprego - portanto, o assunto continua ser um problema nacional. 

 De facto, sublinhou o primeiro-ministro, enquanto a taxa não for abaixo dos 10%, o desemprego será um problema preocupante, uma situação injusta para quem não tem emprego e um desperdício para economia. A diferença entre o PS e o Governo é que, segundo Passos Coelho, o executivo sabe reconhecer as boas notícias e as melhorias graduais. O país, disse, está a sair gradualmente da situação de emergência social, de emergência financeira e económica. 

O chefe de Governo e líder do PSD, que falava na conferência final da visita oficial ao arquipélago da Madeira, não quis adiantar detalhes das linhas programáticas que o partido irá apresentar esta quarta-feira. A única certeza é que será diferente das propostas conhecidas dos socialistas.