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"Militantes do PSD/Porto gostam de Rui Rio", diz líder da distrital

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Após o lançamento da recente biografia "Rui Rio - De corpo inteiro", o ex-autarca do Porto, em entrevista ao programa da SIC "Alta Definição", admitiu que a presidência da República "podia ser mais estimulante do que outros cargos políticos"

Rui Duarte Silva

Para Virgílio Macedo, o antigo presidente da Câmara do Porto tem tudo para ser um grande Presidente da República, mas defende que o PSDdeve estar focalizado apenas nas legislativas até às eleições. 

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Virgílio Macedo afirma ao Expresso não ter nenhuma informação privilegiada de que Rui Rio poderá avançar até ao final de junho com uma candidatura a Belém, embora esteja convicto que o ex-autarca do Porto tem os valores e as caraterísticas certas para ser "um grande Presidente da República".

O líder do PSD/Porto recusa, contudo, ter qualquer informação de que Rio poderá apresentar a candidatura ao cargo até ao final de junho, conforme avança esta segunda-feira o jornal "i". "Questionado sobre o que achava da eventual candidatura de Rui Rio a Belém, disse e reafirmo que ele tem o perfil e valores essenciais para ser o próximo Presidente da República, mas esta é uma opinião a título pessoal e não da Distrital", sustenta Virgílio Macedo. O dirigente logo adianta que a questão não foi ainda debatida formalmente, quer no PSD como a nível nacional.

"Pelo que me apercebo do contacto com os militantes, há um sentimento generalizado no Porto a favor de uma candidatura de Rui Rio", sublinha Macedo, que acredita ainda que, caso venha a concretizar-se, será bem aceite pela maioria da direção nacional do partido.

Virgílio Macedo afirma que quer a decisão de avançar, como o timing em que a candidatura deve ser apresentada, cabe por inteiro ao ex-presidente da Câmara do Porto, apesar de preconizar que até às próximas eleições o PSD deva estar focado apenas nas legislativas para evitar discussões marginais "num momento crucial" para o futuro do país nos próximos quatro anos.

Após o lançamento da recente biografia "Rui Rio - De corpo inteiro", assinada pelo psiquiatra, apoiante e amigo de longa data Carlos Mota Cardoso, Rio, em entrevista ao programa da SIC "Alta Definição", admitiu que a presidência da República "podia ser mais estimulante do que outros cargos políticos" e que o papel deste deve mudar. No próximo mandato, Rio defende que o Presidente da Repúblico seja capaz de revitalizar o regime e reconquistar a confiança perdida entre os cidadãos e a política.

O avanço de Rui Rio antes do verão retiraria campo de manobra ao aparecimento de uma candidatura alternativa, até porque o presumível candidato Marcelo Ribeiro de Sousa sempre foi defensor de um candidato único da direita, evitando a dispersão de votos ,à semelhança do que tem sucedido no universo socialista.

No seu habitual comentário semanal à TVI, Marcelo não se alongou este domingo sobre o assunto, preferindo cortar a questão com uma reflexão seca. "Nada de novo a Oeste. Já se sabia que ele (Rio) estava a estudar a hipótese". Surpresa para o ex-líder do PSD  foi a "forma rápida como os dois partidos vieram dizer que só depois das legislativas" irão decidir qual o candidato a apoiar.

Passos Coelho referiu não ter conhecimento de que haja alguma decisão nesse sentido, enquanto Mota Soares adiantou que o CDS só "tomará decisões sobre as presidenciais após as legislativas".