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Tsipras critica credores por exigirem reformas "absurdas"

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LOUISA GOULIAMAKI

O primeiro-ministro grego afirmou que a falta de um acordo não se deve à "falta de compromisso e posição inflexível da Grécia", mas às propostas "absurdas" de alguns credores.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criticou os credores do país por insistirem naquilo que descreve como reformas absurdas que só têm servido para impedir o progresso das negociações para um acordo que evite que o país entre na bancarrota.

"A falta de um acordo até agora não se deve à suposta intransigência, falta de compromisso e posição inflexível da Grécia", escreveu Tsipras numa coluna de opinião publicada no jornal francês "Le Monde".

Na opinião do governante grego, o impasse nas negociações deve-se "à insistência de alguns atores institucionais em submeterem propostas absurdas, mostrando uma total indiferença para com a recente escolha democrática do povo grego".

As negociações entre a Grécia e os seus credores - a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu -, tendo em vista a libertação de 7,2 mil milhões de euros de fundos de auxílio, estão bloqueadas.

E um acordo parece ainda distante de ser alcançado, já que os credores exigem reformas mais amplas em troca do dinheiro, algo que o governo de Tsipras - eleito com um programa anti-austeridade - recusa.

Tsipras realçou que o seu executivo grego tem vindo a fazer concessões, inclusivamente, acordando em implementar uma série de privatizações que tinha até agora rejeitado.

E concordou também em mexer no sistema de pensões, que deverá levar ao aumento da idade de reforma dos trabalhadores gregos.

O primeiro-ministro helénico tem insistido que, em vez de aprofundar as medidas de austeridade que, segundo o próprio, só têm servido para agravar a espiral recessiva do país, o seu Governo está apostado em propostas que façam crescer as receitas.

Entre elas, destacam-se a criação de um imposto especial sobre as grandes fortunas e o desenvolvimento de esforços acrescidos para evitar a evasão fiscal.