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Política

Coligação não avançará com solução "muito definida" para pensões

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MANUEL TELES / LUSA

O primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que o programa eleitoral da coligação não deverá conter uma solução "muito definida" para as pensões para não comprometer um futuro entendimento com o PS sobre a reforma da Segurança Social. 

O chefe do Governo ressalvou, à margem de uma visita à Expo Trás-os-Montes, em Bragança, que ainda não sabe responder sobre eventuais cortes nas pensões porque PSD e CDS-PP ainda estão a preparara dentro da coligação essa discussão.

Porém, adiantou que "é pouco provável que haja uma solução muito definida", na medida em que defende que qualquer proposta pré-eleitoral não deve "comprometer a possibilidade de construir uma solução alargada".

Depois dos chumbos do Tribunal Constitucional a proposta do Governo, Pedro Passas Coelho, entende que "manda a prudência que não se comprometa o resultado do entendimento que se terá de estabelecer", declarou. "Sabemos nesta fase o Partido Socialista, até às eleições, não quer qualquer entendimento seja sobre o que for, mas espero que, depois das eleições, isso se altere porque a Segurança Social e os contribuintes atuais, bem como os beneficiários atuais e futuros merecem ter estabilidade e ter segurança na forma como o sistema funciona", declarou.

O primeiro-ministro vincou que o Governo se comprometeu, "dentro do Programa de Estabilidade que apresentou em Bruxelas, com um resultado que ajude a equilibrar o orçamento da Segurança Social e alguma medida terá de ser encontrada nesse sentido". "Já o repeti várias vezes: temos um problema, não vale a pena fazer de conta, temos de o resolver, a melhor forma de o fazer é num entendimento alargado", insistiu.

Questionado sobre a anunciada intenção de o social-democrata Rui Rio se candidatar à Presidência da República, Passos Coelho disse que não vai comentar nem esta, nem outras intenções.

Enquanto presidente do PSD afirmou estar "totalmente absorvido pela preparação da candidatura conjunta com o CDS-PP para as eleições Legislativas que terão lugar no final de setembro ou em princípios de outubro".

As eleições presidenciais só terão lugar no início de 2016 e este é um assunto que Passos Coelho tenciona discutir depois das eleições Legislativas e de "observar aquilo que é a vontade de putativos candidatos à presidência da República".