Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

António Costa. Com um Governo socialista "não haverá cortes nas pensões"

  • 333

Nuno Andre Ferreira / Lusa

O secretário-geral do PS afirmou este domingo em Resende que é necessário "travar a intraquilidade" instalada pela coligação PSD/CDS-PP, sublinhando que "a melhor forma de o fazer" é o PS "ter uma maioria que assuma esse compromisso muito claro". E acrescentou que, com o seu partido no poder, "não haverá cortes nas pensões". 

"É preciso travar a intranquilidade, receio e angústia que esta coligação instalou nos cidadãos, sobre o que é que vai acontecer à sua pensão no dia de amanhã. Acho que a melhor forma de o fazer é podermos ter uma maioria que assuma esse compromisso muito claro", alegou este domingo o secretário-geral do Partido Socialista (PS).

Depois de uma visita ao Festival da Cereja, em Resende, António Costa sublinhou que o PS assumiu o compromisso de que com um Governo socialista "não haverá qualquer corte nas pensões"."A sustentabilidade da Segurança Social resultará daquilo que tem de ser prioridade de todos, que é ativar todas as medidas para criação de emprego, pois é o desemprego que está a fazer a Segurança Social perder receita e, simultaneamente, diversificar as fontes de financiamento da Segurança Social", acrescentou.

O líder socialista disse aos jornalistas que ao longo da manhã de este domingo o que mais ouviu foi pessoas angustiadas sobre a incerteza das pensões. "As pessoas não podem continuar a viver na incerteza: se as pensões e os salários vão ser cortados, se os impostos vão ser subidos. É preciso virar esta página da austeridade, afirmar uma alternativa que dê confiança e tranquilidade de novo às pessoas, para que as pessoas possam viver cada dia sem ter a angústia de saber o que lhes vai acontecer", apontou.

No seu entender, o país precisa de um Governo que traga tranquilidade, segurança e confiança aos cidadãos. "A melhor forma de dar confiança a todos nós que ainda estamos no mercado de trabalho, de que as nossas pensões estão garantidas, é sabermos que as pensões dos nossos pais também estão a ser garantidas e que podemos confiar no Estado e na gestão que o Estado faz do dinheiro que depositamos e do dinheiro com que contribuímos para termos uma velhice tranquila", concluiu.