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"Incompreensível." Comunistas lamentam recondução de Carlos Costa

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PCP censura a atuação do Governador do Banco de Portugal e considera, por isso, "verdadeiramente incompreensível" a decisão do Governo de propor a recondução de Carlos Costa por mais cinco anos.

O PCP considerou esta quinta-feira "verdadeiramente incompreensível" a decisão do Governo de propor a recondução do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, por mais cinco anos nas suas funções e defendeu que a supervisão financeira está "capturada".

Posições que foram transmitidas pelo deputado comunista Paulo Sá, depois de o Conselho de Ministros ter decidido enviar à Assembleia da República uma proposta de recondução de Carlos Costa.

Paulo Sá citou genericamente as conclusões da comissão parlamentar de inquérito "sobre as responsabilidades" de Carlos Costa no caso Banco Espírito Santo/Grupo Espírito Santo (BES/GES), razão pela qual considerou "verdadeiramente incompreensível a decisão do Governo de o reconduzir no cargo de governador do Banco de Portugal".

"Para o PCP, no entanto, a questão de fundo não são os nomes, mas o próprio sistema de supervisão que se encontra capturado pelo sistema financeiro, razão pela qual não pode cumprir a sua missão. Ao longo dos últimos anos, os portugueses têm sido chamados a pagar os desmandos da banca privada num total de muitos milhões de euros", salientou.

Na perspetiva do deputado do PCP, o país enfrenta neste tema "um problema muito sério que não se resolve com uns pozinhos de supervisão, mas com o controlo público da bancada".

Paulo Sá referiu depois que a maioria PSD/CDS começou por ser crítica em relação à atuação do governador do Banco de Portugal no caso BES/GES, mas, depois, "decidiu apontar baterias para o ex-presidente do BES Ricardo Salgado".

"Porém, a comissão de inquérito parlamentar deixou claríssimo que Carlos Costa teve particulares responsabilidades no falhanço da supervisão. É incompreensível que se insista na recondução de um governador que demonstrou não ser capaz de abordar as questões de supervisão de forma adequada", acrescentou.