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CDS sobre Carlos Costa. “Seria incompreensível que a meio da venda do Novo Banco mudássemos o vendedor”

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Este foi um dos argumentos avançados pela vice-presidente da bancada do CDS-PP, Cecília Meireles, para justificar a recondução de Carlos Costa como governador do Bando de Portugal.

A vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles defendeu esta quinta-feira que a recondução do governador do Banco de Portugal (BdP) é necessária para a estabilidade do sistema financeiro, para que a venda do Novo Banco ocorra em boas condições.

"O CDS sempre teve uma postura exigente e até crítica da supervisão. Isso é verdade há muitos anos e nós mantemos essa postura. Mas há uma coisa que precede todas as outras, é que para termos crescimento económico e uma economia saudável precisamos de um sistema financeiro estável", afirmou Cecília Meireles.

Falando aos jornalistas no parlamento, a 'vice' da bancada centrista argumentou que "para se manter a estabilidade do sistema financeiro é fundamental que a venda do Novo Banco ocorra e que ocorra em boas condições".

"Isto precede sobre todas as coisas e seria incompreensível que a meio de uma venda mudássemos o vendedor, o vendedor é a autoridade da resolução, é o Banco de Portugal. É necessário que se mantenha o vendedor até que a venda ocorra e ocorra em boas condições", sustentou.

Por outro lado, a deputada do CDS-PP estabeleceu diferenças radicais entre a postura de Carlos Costa perante o caso BES e do anterior governador, Vítor Constâncio, perante o BPN.

"É fundamentalmente diferente uma supervisão que nada vê, que não atua e que quando é confrontada com um caso como o do BPN propõe nacionalização paga pelos contribuintes é fundamentalmente diferente de uma supervisão que vê, que percebe e que propõe uma resolução que salvaguarda os contribuintes", declarou.

O Governo decidiu hoje enviar à Assembleia da República uma proposta de recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, anunciou o ministro da Presidência, no final do Conselho de Ministros.

Nos termos da lei em vigor, a nomeação de Carlos Costa para um novo mandato de cinco anos tem de ser precedida de uma audição em comissão parlamentar.

Carlos Costa foi nomeado governador do Banco de Portugal em 2010, pelo anterior Governo do PS, e está em funções desde 7 junho desse ano.