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Ministra das Finanças assegura que não estão previstos mais cortes nas pensões

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Marcos Borga

Os 600 milhões de euros de impacto positivo na Segurança Social, inscritos no pacto de estabilidade apresentado pelo PSD, dominaram o debate na Assembleia da República com a ministra Maria Luís Albuquerque.

“Não há nenhum desenho de cortes” nas pensões, afirmou esta quarta-feira à tarde a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, durante o debate na Assembleia da República,em que foi inquirida pelos deputados dos partidos da oposição sobre os 600 milhões de euros de impacto positivo na Segurança Social (SS) inscritos no pacto de estabilidade que o PSD apresentou às instâncias da União Europeia.

Os deputados de todos os partidos da oposição centraram as questões que colocaram à ministra nesse item inscrito no pacto de estabilidade, expressando o seu ceticismo relativamente à garantia dada pelo Governo de não haver a previsão de mais cortes.

Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda, considerou que esse é o “elefante no meio da sala” e que a ministra não explicou sequer “que malabarismos vai fazer para ter os 600 milhões de impacto positivo na SS sem ser através de cortes nas pensões”. 

Por seu turno Maria Luís Albuquerque e os deputados do PSD e CDS-PP contra-argumentaram que a oposição pretendeu agitar esse “papão”, para não discutirem a verdadeira questão: a necessidade de uma reforma na SS.

João Oliveira, do PCP, acusou os membros do Governo “não terem interesse de assegurar a sustentabilidade da SS, porque isso faz parte da opção estratégica de empobrecimento dos portugueses”.

Vieira da Silva, do PS, afirmou haver um ponto em que não haverá nenhuma convergência possível: “o corte retrospetivo nas pensões”.