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Vieira da Silva diz "não" a Maria Luís. Corte nas pensões: "Nem hoje nem amanhã"

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Vieira da Silva recusa qualquer corte nas pensões

FOTO ANA BAIÃO

O vice-presidente do grupo parlamentar e antigo ministro da Solidariedade quis deixar claro que, apesar de inscrito no Plano de Estabilidade, o PS não alinhará na "poupança de 600 milhões no sistema de pensões".

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

É a resposta à ministra das Finanças, que disse contar com o PS para conseguir enfrentar o problema da sustentabilidade da segurança social. À hipótese de novo corte nas pensões, no valor total de 600 milhões de euros (o valor que está inscrito no Plano de Estabilidade enviado a Bruxelas), o maior partido da oposição diz, com todas as letras: não.

"O PS não é parceiro dessa poupança. Nem hoje nem amanhã", afirmou hoje o antigo ministro da Solidariedade, Vieira da Silva.  O dirigente socialista sublinhou: "Um novo corte no rendimento dos pensionistas não é uma opção viável". E explicou: "O Governo já o fez no passado. Parte desse corte foi considerado inconstitucional (...) e esse corte foi um dos contributos mais sérios e pesados para a grave recessão económica e social a que assistimos desde que este Governo tomou posse". 

Razões suficientes para o PS não alinhar no que considera, além do mais, "uma nova versão de uma guerra de gerações que coloca pensionistas contra jovens trabalhadores; como se não soubéssemos todos que as pensões são um elemento fundamental para o equilíbrio das famílias portuguesas". "Não participaremos nessa perigosa e insensata guerra de gerações", concluiu.

O vice-presidente do grupo parlamentar socialista, que  - no âmbito da elaboração do orograma eleitoral do PS - está encarregue de reavaliar o impacto da baixa da TSU dos trabalhadores na sustentabilidade da segurança social, recordou que o tema é particularmente sensível em toda a história do PS. E garantiu que o partido está a trabalhar " com seriedade" para conseguir " recuperar o emprego, estancar a emigração e combater a enorme precariedade do emprego jovem".