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TAP, a arma retórica do CDS e de Passos contra o PS

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José Coelho / Lusa

Para o CDS, é simples: o que se passou com a greve na TAP ajuda a perceber o atual momento dos socialistas. Para o chefe de Governo, é ainda mais simples: o PS ameaçou mas não estragou a privatização.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, levou a debate no Parlamento, esta quarta-feira, a questão da TAP, lamentando que o PS só tenha condenado à última da hora a greve de pilotos de 10 dias.

"Relativamente à TAP, é sintomático o estado do maior partido da oposição. Vamos por factos. Primeiro: o Governo do PS queria privatizar a TAP; segundo: queria fundir a TAP com outra empresa; terceiro: teria que ser a 100%, a empresa faliu e assim já não havia TAP; quarto: inscreveu em todos os PEC. Sexto: [só] nos últimos minutos vem condenar uma greve  absolutamente irresponsável", disse Nuno Magalhães.

Já o primeiro-ministro realçou que o processo de privatização da TAP entrou numa fase decisiva, depois de ter sido suspenso em 2012, reiterando que é a única alternativa para salvar a companhia.

"Desta vez conseguimos, apesar de muitas dificuldades, que os candidatos apresentassem propostas vinculativas. E depois tivemos o maior partido da oposição a ameaçar reverter o processo se alguém avançasse com uma proposta de compra de mais de 45% da TAP", declarou Passos Coelho.

Contra aqueles que queriam travar a privatização da TAP, o primeiro-ministro mostrou-se satisfeito com o facto de a ameaça do PS não ter colocado em causa o processo. "Essa ameaça acabou por não pôr em causa a apresentação de propostas, mas podia ter posto, isso foi declarado. Não há a menor dúvida."

Salientando que o Governo ainda não tem uma avaliação das propostas, o primeiro-ministro disse que será anunciado o resultado a seu tempo. Esta será a melhor forma de preservar a empresa, de salvá-la e projetá-la no futuro."