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PS volta atrás e já não garante redução da TSU das empresas

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Nuno Botelho

A medida constava no cenário macro apresentado pelos economistas e foi uma das mais criticadas dentro do PS. Agora, surge apenas como uma possibilidade.

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O projeto de programa eleitoral do PS, apresentado esta quarta-feira, não refere quaisquer medidas no sentido da baixa da Taxa Social Única para os trabalhadores, mas António Costa garantiu que elas "certamente" integrarão os 95% de medidas propostas pelos economistas que farão parte do programa definitivo.

O "projeto" de programa - que será agora discutido nos principais orgãos internos do partido e a versão definitiva sairá da convenção nacional marcada para 5 e 6 de junho - refere, sim, a TSU para as empresas, mas de forma menos assertiva do que a que constava no cenário macro. 

A medida, que foi uma das mais criticadas no PS ( Pedro Nuno Santos e Pedro Silva Pereira, nomeadamente, mostraram muitas dúvidas sobre ela), é desta feita apresentada como uma possibilidade: "À medida que se concretizem e consolidem as fontes de financiamento alternativas admite-se uma redução da taxa contributiva para a segurança social a cargo das empresas", lê-se no documento.

No cenário macro apresentado pelos economistas era sugerida a redução em quatro pontos da TSU dos trabalhadores (atualmente em 11%) e de igual valor das contribuição para a Segurança Social pagas pelas empresas (atualmente de 23,75%).