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Bagão Félix teme que os 2/3 para grandes obras públicas se torne numa “norma travão”

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Nuno Botelho

O ex-ministro do CDS-PP elogia a ideia apresentada pelo PS, mas teme que possa tornar-se contraproducente.

A ideia apresentada na programa proposto pelo PS, das grandes obras públicas passarem a necessitar de dois terços dos votos na Assembleia República para aprovação, mereceu comentários elogiosos de Bagão Félix, embora tenha também manifestado também o receio de que venha a gerar situações de bloqueio. 

“Parece-me interessante por várias razões (…) estamos a falar de despesas plurianuais que podem comprometer vários Governo”, afirmou esta quarta-feira à noite na SIC Notícias. 

O ex-ministro do CDS-PP considerou que proposta aponta no sentido de “uma gestão mais fiscalizada e como menos dialética na execução das decisões”.

“É inteligente, mas pode ser contraproducente”, acrescentou, manifestando o receio que possa vir a revelar-se num “norma travão”.

Em relação à intenção do PS de diminuir da carga fiscal sobre os trabalhadores, Bagão Félix mostrou-se mais critico, primeiro considerando ser uma espécie de empréstimo para fazer “alavancar o consumo”, uma vez que esse dinheiro será depois retirado mais tarde nas pensões, depois por recear que, estando as famílias com um elevado nível de endividamento, esse dinheiro será canalizado para o pagamento de dívidas e não para o consumo.

Ainda em relação aos incidentes ocorridos no domingo passado em Guimarães, Félix disse que a ministra da Administração Interna já devia ter pedido desculpa à família alvo da agressão policial.