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Política

BE: "É uma borla fiscal de quanto ao Novo Banco?"

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A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, durante a interpelação ao Governo

TIAGO PETINGA / LUSA

Bloco de Esquerda e Verdes questionaram o primeiro-ministro sobre o perdão fiscal ao Novo Banco.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, questionou esta tarde o primeiro-ministro no Parlamento sobre o perdão fiscal ao Novo Banco.

"Na sexta-feira, as bancadas do PSD e CDS aprovaram a lei para, retroativamente, legalizar um despacho do secretário de Estado Paulo Núncio para dar uma borla fiscal ao Novo Banco. Hoje, a ministra das Finanças não respondeu. Qual é o tamanho da borla fiscal? O decreto não diz o número, é um poço sem fundo?", questionou Catarina Martins.

A deputada frisou que o Executivo avançou primeiro com o argumento da reestruturação e depois com o da resolução, com "mais de três milhões para engordar o Novo Banco". "Por acaso, o Governo está a ponderar tornar o Novo Banco num banco público?", prosseguiu.

Também a deputada d'Os Verdes, Heloísa Apolónia, abordou a mesma temática, acusando o primeiro-ministro de dar respostas no debate como se a solução do Novo Banco não fosse responsabilidade do Governo.  

"Pode quantificar o valor fiscal do Novo Banco? Não lave as mãos, sr. primeiro ministro! (...) Não é lucrar com imposto, é não perder. O país não está em condição de não obter 450 milhoes ou pelo menos que fossem  85 milhões de euros" , disse Heloísa Apolónia.

O governante, em resposta, negou que a solução encontrada para o BES não fosse transparente, assegurando que salvaguardou o interesse dos contribuintes. "Não foi uma solução à socapa. Foi tudo às claras (...). Quanto custaria a nacionalização do BES?", deixou a pergunta no ar.

Passos Coelho lembrou que foi o Banco de Portugal que decidiu transferir parte dos ativos do BES para Novo Banco para proteger os interesses dos contribuintes e dos portugueses. "E a senhora deputada quer tributar esses interesses? Se pagasse imposto toda a demagogia que é feita, Portugal era um país rico", respondeu.

  • Passos prefere continuar o caminho da previsibilidade

    No debate quinzenal desta quarta-feira de tarde, Ferro Rodrigues acusou o primeiro-ministro de ser "previsível" e de apelar ao "medo". Em resposta, o primeiro-ministro garantiu que o objetivo do Governo é a continuação e não o retrocesso do programa da troika.