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Santana diz que não se devem autorizar “mais festas de futebol destas”

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Luís Barra

O antigo presidente da Câmara de Lisboa diz que não teria decidido contra o parecer da PSP, acrescentando que, ainda que o sucedido nas celebrações da vitória no Benfica no Marquês de Pombal não justifique “consequências políticas”, há lições a tirar para o futuro.

“Não decidiria nunca contra um parecer desfavorável das forças de segurança, por uma questão de prudência e de principio”, afirmou Pedro Santana Lopes, comentando esta terça-feira à noite na SIC-Notícias, os incidentes ocorridos na rotunda do Marquês de Pombal na madrugada de domingo para segunda-feira, durante as celebrações da conquista do campeonato da primeira liga de futebol pelo Benfica.

“Graças a Deus que não houve consequências piores, aí teriam de haver consequências políticas”, acrescentou. “O Marquês de Pombal parecia o São Carlos”, comentou o antigo presidente da Câmara de Lisboa, considerando que houve uma progressão em relação a este tipo de comemoração que levou a este modelo de celebração fosse quase inevitável, mas que, ainda assim, o parecer da PSP deveria ter levado a autarquia a recuar.

Santana disse que o sucedido não justifica “consequências políticas, mas consequências para o futuro”: “Celebrações de futebol, cada um no seu estádio. Se querem fazer mal, que façam no seu estádio”.

O socialista António Vitorino frisou por seu turno que toda a conceção de segurança para este tipo de situações é pensada para um estádio de futebol e que decorrendo num espaço público aberto passa-se a estar num “paradigma completamente diferente”, exigindo outro tipo de atuação das forças policiais, nomeadamente através de agentes à paisana. Vitorino afirmou que é preciso apurar se o que sucedeu foi despoletado por grupos organizados.

Relativamente às agressões e detenção efetuada por um agente graduado da PSP em Guimarães, qualificou como “penoso” o que disse a ministra da Administração Interna sobre o assunto. “Pelo menos que a ministra disse-se que lamentava o sucedido”, afirmou.

A ligeira queda da coligação nas sondagens

Em relação às sondagens, que dão uma ligeira descida da coligação PSD/CDS-PP, Santana Lopes disse que a coligação parece ainda ter “pouco gás, pouca chama” e que António Costa “está amealhar o que os outros vão deixando cair pela janela”. “A partir daqui, se não se fala com entusiasmo, o PS pode descolar. A coligação não pode perder mais tempo”, acrescentou.

Vitorino disse prever que ambos os blocos vão optar por uma “dramatização”, um “instrumento” a que vão recorrer para agregar votos.