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Política

Pires de Lima não leu o relatório em que o FMI defende corte de funcionários públicos

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O ministro da Economia considera "impensável" a hipótese de uma nova greve

MIGUEL A. LOPES

O ministro da Economia é um otimista. Diz que Portugal vive tempos de "esperança e humilde recuperação económica". E que ler relatórios do FMI não é prioritário.

Ler os relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) não é uma prioridade do ministro da Economia, António Pires de Lima. "Não tive oportunidade [de ler o relatório] e confesso que não está nas minhas prioridades ler os relatórios do FMI. Não tenho que ter isso como prioridade", disse o ministro aos jornalistas, quando questionado sobre o mais recente documento do FMI.

As declarações do Ministro da Economia tiveram lugar no final de uma conferência sobre "Desregulação tarifária: Oportunidades e desafios" do ciclo "Engenharia em Movimento" do Instituto Superior de Engenharia do Porto. 

Na sua intervenção, Pires de Lima, disse que o momento atual, a poucos meses do final da legislatura, é um tempo de "esperança" que deriva de se sentir que "Portugal está em gradual e humilde recuperação económica".

FMI quer redução de funcionários públicos
No documento do FMI de avaliação dos trabalhos da missão técnica a Portugal realizada em março, e que foi divulgado esta segunda-feira, o FMI defende que "deve ser dada prioridade a uma maior redução do número de funcionários [públicos] através de uma maior saída natural de trabalhadores [pela não renovação de contratos] e de cortes direcionados para áreas com pessoal a mais".

O FMI defende ainda a atribuição de um crédito fiscal para famílias com baixos rendimentos é mais eficaz na redução da pobreza do que o aumento do salário mínimo, que, considera, pode prejudicar a criação de emprego.

A instituição com sede em Washington diz que as reformas estruturais implementadas pelo Governo ainda não produziram os efeitos desejados e avisou que, com este progresso limitado, a economia portuguesa não deverá crescer mais do que 1,25% no médio prazo.

O  FMI prevê análises às economias dos membros do Fundo, geralmente todos os anos.