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TAP. Primeiro-ministro satisfeito por terem aparecido "três propostas firmes"

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Efromovich (dono da Avianca), David Neeleman (acionista da Azul) e o empresário português Miguel Pais do Amaral apresentaram ofertas para a compra da TAP.

José Coelho / Lusa

Passos Coelho mostrou-se satisfeito por existirem três concorrentes para adquirir a TAP e referiu que "seria mau" se o Governo concluísse o mandato sem finalizar o processo de privatização da empresa.

O primeiro-ministro mostrou-se este sábado satisfeito por existirem três concorrentes para adquirir a TAP, classificando as ofertas como "propostas firmes" e referindo que "seria mau" se o Governo concluísse o mandato sem cumprir o que prometeu.

"Fico satisfeito pelo facto de ter havido três concorrentes que apresentaram propostas firmes para aquisição da TAP", afirmou este sábado o primeiro-ministro aos jornalistas em Lisboa, momentos antes de um almoço com atletas paralímpicos medalhados nas mais diversas modalidades.

Questionado se possui legitimidade moral para deixar a conclusão da privatização da companhia aérea para o próximo Governo, Passos sublinhou: "Aquilo que seria mau era o contrário, era que concluíssemos o nosso mandato sem poder fazer aquilo que dissemos que íamos fazer, que era concluir este processo".

"Se for considerado um ónus moral para todos os Governos seguintes os exercícios de privatização que já fizemos seria impossível governar o país, portanto espero bem que essa questão não seja analisada nesses termos", vincou o primeiro-ministro.

Na sexta-feira, o secretário de Estado dos Transportes confirmou que o Executivo recebeu três propostas vinculativas para a compra da TAP, não revelando, contudo, quem as formalizou.

Até às 17h00, prazo final, chegaram "três propostas concorrentes" para a compra de até 66% da TAP, sublinhou Sérgio Monteiro em conferência de imprensa no Ministério da Economia, em Lisboa.

Fontes ligadas ao processo de privatização confirmaram à Lusa que as ofertas partiram dos empresários David Neeleman, Gérman Efromovich e Miguel Pais do Amaral.

O chefe de Governo escusou-se a dizer quais as especificidades das propostas que foram apresentadas para a aquisição da transportadora aérea, referindo que "haverá uma altura própria em que serão divulgados os termos das propostas que foram apresentadas por cada uma dos concorrentes, bem como a avaliação que será feita oportunamente".

"É preciso ver se estão de acordo ou não com as exigências do caderno de encargos, se correspondem portanto, minimamente, àquilo que nós desejamos que seja uma operação segura de privatização e, na sequência disso, então nós iremos pronunciar-nos, espero que em condições de poder concluir favoravelmente este processo", referiu o primeiro-ministro.

Pedro Passos Coelho acrescentou ainda que esta fase da privatização será realizada "com toda a segurança, mas o mais depressa possível" e "dentro dos prazos previstos".

Para o primeiro-ministro esta é uma "boa oportunidade de fazer a privatização da empresa e, portanto, salvar a empresa".

O chefe de Governo pediu ainda que este processo seja respeitado e relembrou outras privatizações já efetuadas durante o seu mandato, como a ANA Aeroportos de Portugal, a EDP ou a Rede Elétrica Nacional