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Portas salienta "missão cumprida" pelo Governo e acusa oposição de prometer ilusões

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Os líderes do PSD e do CDS-PP assinaram este sábado o acordo de coligação pré-eleitoral para as legislativas.

Octávio Passos

Paulo Portas considerou que a coligação de direita para as eleições legislativas assenta no "interesse nacional". O líder centrista acusou ainda o PS de "falta de humildade".

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou que a coligação de direita para as eleições legislativas assenta no "interesse nacional", salientou que a missão de tirar o país da bancarrota está cumprida e acusou a oposição de prometer apenas ilusões.

Em Guimarães, local simbólico escolhido por PSD e CDS para assinarem o acordo de coligação, Paulo Portas salientou que cada um dos partidos tem "valores próprios" e "princípios diferentes" mas que Portugal e os portugueses são razões acima de "todas as outras".

O líder centrista, também vice-presidente do Governo, acusou o PS de "falta de humildade" por não ter reconhecido os "gravíssimos erros" que levaram Portugal a pedir ajuda à troika e afirmou que "não há necessidade " de deitar "tudo fora" e "voltar à casa de partida".

"PSD e CDS são dois partidos fundadores da democracia, têm valores próprios e princípios diferentes e assim sempre será. Só um facto verdadeiramente importante, uma razão acima de todas as outras fundamenta esta coligação. Esse facto e essa razão é Portugal, são os portugueses", disse Portas, explicando assim as razões da coligação pré-eleitoral com o PSD.

Para o líder centrista, que discursava antes do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, "o interesse nacional deve prevalecer sobre os interesses, legítimos aliás, de fação ou de partidos".

Segundo Paulo Portas, a discursar perante cerca de 1500 simpatizantes e militantes de ambos os partidos com um discurso pautado por uma mensagem de "esperança" no futuro com a coligação ao leme do país, "o PS nunca teve a humildade de reconhecer os gravíssimos erros que criou", salientando que esses erros acabaram por ser corrigidos pelo atual Governo.

"O PSD e CDS não criaram o problema mas receberam dos portugueses um mandato bem mais difícil: resolver o problema. Acabamos de pedir para antecipar o pagamento do empréstimo ao FMI pela prosaica razão que pagar juros à volta de 0,3%, quando já conseguimos no mercado dinheiro à volta de 0,1%, seria desperdiçar dinheiro. Numa palavra, missão cumprida", enalteceu.

"Agora que a emergência terminou, deem-nos uma boa razão para arriscar tudo e deitar fora o esforço feito e voltar à casa de partida. Não há necessidade", concluiu Portas.

Sem referir o PS, Portas questionou se "quem gera mais confiança para investir em Portugal" são "aqueles que tudo confiam ao mundo de ilusões e promessas que nunca se sabe como se pagam" ou a coligação que, segundo o líder centrista, tem um "plano viável".

"Desconfiem dos que prometem empregos que nunca criaram. Só vos dão ilusões".

O "plano viável" a que Portas se referiu contempla, entre outros pontos, a garantia de um "défice abaixo de 0,3%", controlo da dívida pública e o compromisso de acabar com a sobretaxa sobre o IRC "parcela a parcela", além de cuidar dos aposentados sem "causar buracos monstruosos" na Segurança Social.

"É um plano viável, positivo, tem o realismo que outros dispensam e constitui um fator de esperança", concluiu.

Ao jantar que assinalou o enlace eleitoral entre PSD e CDS para as próximas legislativas compareceram do lado do CDS-PP figuras como Telmo Correia, Nuno Melo, Hélder Amaral, Diogo Feio, João Almeida e Cecília Meireles, entre outros.