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Marques Mendes. "Quer o PS, quer a coligação vão trabalhar para a maioria absoluta"

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Luís Marques Mendes considerou que só a partir de agora é que as sondagens "vão começar a doer" e que os pequenos partidos têm a "vida dificultada" dada a grande possibilidade de "polarização".

Helena Bento

Jornalista

Os dados mostram que "há um certo equilíbrio", disse Luís Marques Mendes em relação à mais recente sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC. A partir de agora, considerou o comentador, é que as sondagens "vão começar a doer",  sobretudo aos pequenos partidos, que terão a "vida dificultada" dada a grande possibilidade de "polarização". Quer o PS, quer a coligação vão "trabalhar para a maioria absoluta", referiu.

Marques Mendes considerou positiva a antecipação da apresentação das propostas do PS. "Quanto mais tempo houver para o debate, melhor", disse, acrescentando que António Costa deve evitar andar aos "ziguezagues", como tem feito até agora. "Às segundas, quartas e sextas tem uma teoria, nos outros dias tem outra. Ele está pressionado lá dentro e tem de se libertar".

Apesar disso, observou Marques Mendes, o líder do PS "é bem melhor do que aquilo que aparenta".

Marques Mendes, que falava no seu comentário habitual na SIC, considerou ainda que o aumento do PIB no primeiro trimestre deste ano "é um sinal e dos bons", que significa, disse o comentador, "que as pessoas estão a consumir mais e que as empresas estão a exportar mais".

Apesar de reconhecer que "estamos a beneficiar da diminuição do preço do petróleo", o comentador recusou-se a admitir que o aumento se deve exclusivamente a isso. 

Marques Mendes apontou ainda o dedo à oposição, que acusa de ter mostrado "mau perder". "A oposição, seja ela qual for, não deve mostrar mau perder quando as notícias são boas para as pessoas".

O comentador falou também sobre os dois casos recentes de violência entre jovens que ocorreram em Salvaterra de Magos e Figueira da Foz, que considerou "absolutamente chocantes". 

Questionado sobre se há, hoje em dia, mais casos de violência juvenil, Marques Mendes disse que apesar de os números de 2014 apontarem nesse sentido, não é absolutamente certo que os jovens sejam atualmente mais violentos. 

O que há, considerou o comentador, é mais "visibilidade" por causa da tecnologia e redes sociais, e, consequentemente, o "dobro do sofrimento", visto que a "humilhação" é tornada pública.  

Nota-se, além disso, que a "sociedade em geral tem hoje um discurso mais violento do que tinha antes, tanto na internet, como nos blogues", defendeu ainda Marques Mendes. 

"Portanto", continuou, "os jovens acabam por ser contaminados pelo contexto social". O meio familiar também tem responsabilidades, considerou o comentador. "Os pais têm cada vez menos tempo e menos disponibilidade para acompanhar os seus filhos, que estão assim mais desamparados e passam mais tempo sozinhos".