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Passos defende um próximo Governo maioritário, mesmo que seja do PS

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FOTO NUNO ANDRÉ FERREIRA / LUSA

No que respeita às legislativas, questionado sobre o cenário de um Governo a três, com PSD, CDS e PS, o primeiro.ministro responde: "O que vai estar em jogo nas próximas eleições é saber se damos maioria ao atual Governo, ou se damos maioria ao PS, e eu espero que uma destas coisas aconteça. Espero, evidentemente, que este Governo possa ter uma maioria". 

Passos Coelho defende numa entrevista ao jornal “Sol” desta sexta-feira que a opção nas legislativas é entre dar maioria à coligação PSD/CDS ou ao PS, considerando que um Governo a três não teria "condições para funcionar".

Contudo, o presidente do PSD não assume nenhuma posição absoluta sobre soluções de Governo: "Em teoria, todos nós não podemos deixar de nos sujeitar ao resultado das eleições, e depois das eleições então veremos o que é que se fará. E eu não vou a este tempo das eleições pôr-me a traçar cenários".

Nesta entrevista, o primeiro-ministro reitera o relato que fez da crise governativa de há dois anos na sua autobiografia autorizada "Somos o que escolhemos ser", declarando: "Quanto àquilo que se passou no verão de 2013, a versão que o livro narra, e no que narra em discurso direto feito por mim, corresponde à verdade".

Ainda relativamente à governação conjunta com os centristas nos últimos quatro anos, Passos diz que houve "divergências reais" e que "não foi fácil ultrapassá-las" e traça diferenças entre os papéis desempenhados por cada um dos partidos: "Uma vez que as coisas correram bem, também o PSD pode dizer que, no essencial, as coisas resultaram porque o PSD não se importou muitas vezes de ser visto pelas pessoas como o mau da fita".

No que respeita às legislativas, questionado sobre o cenário de um Governo a três, com PSD, CDS e PS, responde: "O que vai estar em jogo nas próximas eleições é saber se damos maioria ao atual Governo, ou se damos maioria ao PS, e eu espero que uma destas coisas aconteça. Espero, evidentemente, que este Governo possa ter uma maioria". 

O primeiro-ministro justifica esta posição afirmando: "Porque não me parece que haja, no atual contexto, nenhuma ideia de que um Governo juntando CDS, PSD e PS pudesse sequer funcionar". 

Passos Coelho acrescenta que "todos os sinais" que existem hoje indicam que uma solução dessas "não tem nenhumas condições para funcionar", e salienta as diferenças em termos de política económica: "O programa económico é divergente, o modelo económico é diferente".

"A forma como o PS - e já vão em duas lideranças - vem colocando o problema político e económico mantém o mesmo perfil e não é conciliável com os objetivos que temos, quer com as regras europeias, quer com o que tem sido o esforço de modernização e de reforma estrutural da sociedade portuguesa", completa.

Nesta entrevista ao “Sol”, Passos Coelho declara ter "uma visão muito positiva" do mandato de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal e considera que "no caso do BES o país lhe deve o facto de ele não ter fingido que não via o que se estava a passar e de ter intervindo de forma a salvaguardar a estabilidade financeira". 

Depois, menciona que "o governador tem uma equipa bastante vasta" e dirige um elogio particular a Carlos Costa: "Acho que lhe devemos, muito concretamente a ele, à sua intervenção, ao seu nível de consciência, ter feito as perguntas que era preciso fazer, ter mandado as cartas que era preciso mandar, e que não era habitual fazer-se no Banco de Portugal".