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Passos: as eleições, Portas e as passas do Algarve

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Mário Cruz / Lusa

Numa entrevista concedida esta sexta-feira ao jornal “Sol”, o primeiro-ministro confirma a sua versão do SMS sobre a crise da demissão de Portas. E fala sobre os cenários pós-eleitorais, descartando a possibilidade de uma qualquer aliança com o PS. Veja um resumo das frases mais sonantes.

Martim Silva

Martim Silva

Diretor-Executivo

"Quanto ao que se passou no verão de 2013, a versão do livro e o que narra em discurso directo feito por mim corresponde à verdade". A entrevista do primeiro-ministro publicada esta sexta-feira no jornal “Sol” começa com esta resposta. Uma frase polémica, depois da tensão criada na coligação com as duas versões sobre a crise de 2013 no Executivo.

Na biografia do primeiro-miniustro feita por uma assessora do PSD, afirma-se que Portas se demitiu irrevogavelmente através de um SMS depois de saber que Maria Luís Albuquerque era a substituta de Vítor Gaspar... Uma versão prontamente desmentida pelo líder do CDS, que afirmou que o fez por carta. 

Agora, depois da tese e da antítese, Passos faz a síntese. E desmente o desmentido do seu colega de Governo e agora parceiro de coligação para as legislativas. 

Ainda sobre a crise de 2013, acrescenta Passos: "Nós passámos por uma crise verdadeira, não foi uma crise falsificada. E superámos esse desentendimento porque tivemos a maturidade suficiente para evitar um desentendimento."

Sobre as legislativas do final do verão, o PM diz que “o que vai estar em jogo nas próximas eleições é saber se damos maioria ao actual Governo ou se damos maioria ao Partido Socialista. Não há nenhuma hipótese de um governo juntando CDS, PSD e Partido Socialista poder sequer funcionar. (...) Se não tivermos um governo com maioria, passaremos as passas do Algarve”.

Na entrevista de oito páginas ao "Sol", há ainda várias frases de Passos Coelho que merecem destaque:

"Ainda não tive tempo de ler o livro todo, Não é um género que me atraia particularmente"

"Trocámos impressões (Passos e Portas) sobre a polémica e a necessidade de não deixar que o incidental se sobrepusesse ao fundamental"

"Para mim era claro que se o Governo caísse teríamos um segundo resgate"

"Se a Grécia saísse (do euro) passaríamos por um período de instabilidade"

"Eu ainda não sei hoje o que é exatamente o caso Tecnoforma"

Sobre a recondução de Carlos Costa no Banco de Portugal: “É uma decisão que não está tomada"

"Não tenho uma relação regular com os comentadores que estão na minha área política"

"Eu vejo muito pouca televisão"

"Acho que se exagerou o modelo de virtudes que eu terei exaltado em Dias Loureiro"

"O que foi o discurso de António José Seguro é o discurso de António Costa"

"Não encaro estas eleições como uma questão de vida ou de morte"

"Não creio que tenha perfil adequado à Presidência da República"

"Durmo bem sabendo que fiz o que era preciso"

  • Passos defende um próximo Governo maioritário, mesmo que seja do PS

    No que respeita às legislativas, questionado sobre o cenário de um Governo a três, com PSD, CDS e PS, o primeiro.ministro responde: "O que vai estar em jogo nas próximas eleições é saber se damos maioria ao atual Governo, ou se damos maioria ao PS, e eu espero que uma destas coisas aconteça. Espero, evidentemente, que este Governo possa ter uma maioria".