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Cavaco. "É essencial criarmos condições para atrair aqueles" que emigraram

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"Portugal não pode desperdiçar o imenso capital humano dos seus jovens", disse Cavaco

FOTO MIGUEL A. LOPES/LUSA

Na abertura IV Conferência internacional organizada pela presidência, o chefe de Estado sublinhou que "é agora, em que os laços do seu país ainda se mantêm vivos, que devemos fazer um esforço acrescido para o regresso dos jovens" que saíram do país. E voltou a dizer que o "Presidente tem que ser independente das controvérsias da luta política".

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

"O Presidente da República deve revelar independência perante as controvérsias que marcam o quotidiano da luta política, as quais têm um tempo e um lugar próprios em todas as democracias, mas que correm o risco de concentrar-se em aspetos acessórios ou efémeros da realidade", disse esta sexta-feira Cavaco Silva ao abrir a IV e última conferência internacional organizada no âmbito dos Roteiros do Futuro e cujo tema são os jovens.

Cavaco Silva acrescentou ainda que esse facto pode fazer perder "de vista uma abordagem serena e desapaixonada das questões que irão verdadeiramente condicionar as novas gerações e o futuro de Portugal".

Depois de fazer um inventário dos temas sobre os quais incidiram as conferências (a natalidade, o posicionamento estratégico de Portugal, no quadro europeu e global, a necessidade dos compromissos), o Presidente considerou que serão os jovens que terão de se confrontar com estes problemas e as exigências de uma democracia de qualidade, segundo disse.

"São eles os construtores da esperança dos portugueses na edificação de uma sociedade mais avançada", disse ainda, para recordar que "é essencial criarmos condições para atrair aqueles que por diversos motivos optaram por fixar-se no estrangeiro".

"Portugal não pode desperdiçar o imenso capital humano dos seus jovens", afirmou. "É agora, em que os laços do seu país ainda se mantêm vivos, que devemos fazer um esforço acrescido para o regresso dos seus jovens."

Se nada for feito, o país perde o investimento feito na formação de uma geração de excelência e perde o contributo desses jovens para ajudar Portugal a regressar a uma trajetória sustentável de crescimento económico e da criação de emprego e riqueza, concluiu.

Na conferência será apresentado um estudo sobre os jovens "emprego, mobilidade, política e lazer", elaborado pelo Instituto de Ciências Sociais, sob a coordenação de Marina Costa Lobo, Vítor Sérgio Ferreira e Jussara Rowland.