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As prioridades de Centeno: eliminar a precarização, dar condições de financiamento às famílias e estimular as contratações

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FOTO MIGUEL A. LOPES/LUSA

O economista e coordenador do cenário macroeconómico do PS falou sobre o emprego jovem numa conferência da Presidência da República dedicada ao tema.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

"Se há uma palavra para resumir a mensagem aos jovens em relação ao mercado de trabalho é formação, porque ela representa um investimento, a que se associa um retorno, e o retorno da educação é muito elevado em Portugal." Foi assim que Mário Centeno colocou o problema do emprego jovem numa intervenção sobre o emprego na conferência internacional da Presidência da República, que decorre até este sábado na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

O economista, que foi o coordenador do cenário macroeconómico do PS, limitou-se rigorosamente ao tema, mas não deixou de assinalar o que considerou deverem ser as prioridades das políticas públicas neste campo: eliminar a precarização, garantir às famílias as condições de financiamento e estimular as contratações.

De acordo com Mário Centeno, entre o primeiro trimestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2015 perderam-se 240 mil empregos para os jovens. Mas a verdadeira causa para o aumento do desemprego foi a quebra das contratações, que caíram 40% entre 2007 e 2012 e que penalizaram os jovens em particular, disse.

Ainda segundo Centeno, o nível de escolarização faz aumentar não só o rendimento como as oportunidades de trabalho. "A rotação de emprego é desejável, é um factor de experiência e de progressão salarial", afirmou.