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Despedimentos à vista na TAP? Passos não tem "conhecimento dessa situação"

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Mário Cruz / Lusa

Governo pediu ao conselho de administração da empresa para redigir um plano de recuperação. "A motivação é a salvação da empresa."

“Se não houver privatização, a empresa não continuará.” A declaração é de Pedro Passos Coelho, esta quarta-feira, que garantiu que a greve de pilotos piorou a situação da Transportadora Área Portuguesa (TAP) e que custou muito à empresa e à economia nacional. Agora é tempo de pensar na recuperação, diz.

É com isso em vista que o Governo pediu à TAP para redigir um plano de recuperação. O objectivo é avaliar as perdas que a greve de pilotos causou diretamente ao longo dos 10 primeiros dias de maio e indirectamente na perda de confiança na empresa por parte dos consumidores.

O chefe de Governo refere que, ao que tudo indica, neste plano não estará previsto o despedimento de trabalhadores. “Não tenho conhecimento dessa situação. Penso que não haverá despedimentos, mas será o conselho de administração a decidir”, afirmou o primeiro-ministro esta quarta-feira, em Lisboa.

Apesar da perda financeira que a greve representou - cerca de €30 milhões -, Passos Coelho não acredita que isso afaste os possíveis compradores da TAP. “Só saberemos na sexta-feira quem são. Têm até lá para apresentar candidaturas.” 

O primeiro-ministro reafirmou que a TAP é mesmo para vender. Para a empresa não ser vendida era necessário recorrer a uma grande restruturação, que teria de ser aprovada pela Comissão Europeia. Segundo Pedro Passos Coelho, neste cenário de não capitalizar a TAP teriam de ser feitos despedimentos e diminuição e alteração de rotas, o que considera não ser do interesse do país.

“A motivação é a salvação da empresa e não o Governo fazer um encaixe financeiro que não tem interesse para os portugueses”, concluiu o primeiro-ministro.

Recorde-se que até esta sexta-feira é possível apresentar candidaturas à compra da Transportadora Aérea Portuguesa. Para mostrar o descontentamento com a privatização da empresa, os pilotos da TAP estiveram em greve entre os dias 1 e 10 de maio.