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Bruxelas falou, o Governo gostou

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José Coelho/ Lusa

Passos Coelho está satisfeito com os mais recentes números do INE sobre o crescimento da economia nacional. “O nosso andamento está acima da média dos nossos parceiros da zona euro”, disse esta quarta-feira.

“O que a Comissão vai dizendo começa a aproximar-se das perspetivas do Governo”, disse esta quarta-feira Pedro Passos Coelho, mostrando-se muito satisfeito com os últimos resultados sobre o crescimento da economia portuguesa. O chefe de Governo acredita que Portugal está no bom caminho para alcançar as metas definidas.

“Eu não posso deixar de mostrar a minha satisfação por ver que os números que temos vindo a apresentar se alinham realisticamente com os resultados que vamos conhecendo", acrescentou Passos Coelho.

O primeiro-ministro mantém-se convicto que é possível, ainda em 2015, que Portugal consiga chegar à meta de 3% de défice e que para tal não seja necessário aplicar medidas adicionais.

"Sobretudo, acho que é muito importante notar que - quer seja em cadeia, ou relativamente há um ano atrás - o nosso andamento está acima da média dos nossos parceiros na zona euro", declarou Passos Coelho.

Apesar do otimismo de Passos, Bruxelas mantêm-se cética e considera que há ainda risco de execução, pelo que Portugal pode não conseguir corrigir o défice excessivo, em 2015..

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para um crescimento em cadeia superior a 0,4% no primeiro trimestre de 2015 e uma recuperação homóloga de pelo menos 1,4%, segundo as análises financeiras mais conservadoras.

Associar municípios para receber fundo europeus
Foi durante a sessão de assinatura do Acordo-Quadro para o Estabelecimento dos Projetos-piloto de Partilha e Integração de Serviços dos Municípios, na Direção-Geral das Autarquias Locais, em Lisboa, que Pedro Passos Coelho falou com os jornalistas.

Na terça-feira, Manuel Machado, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), recusou o convite para estar presente na assinatura deste acordo, alegando que o convite foi feito em cima do joelho e acusando que o parecer e a formalização do acordo aconteceram quase ao mesmo tempo.

Manuel Machado acrescentou ainda que "infelizmente, parece que os fundos comunitários estão a ser usados [pelo Governo] para manipular, para atrair, para fazer pesca à linha", com "a motivação acrescida de alguns municípios estarem a alinhar nessa metodologia", porque "o estado de necessidade é absoluto".

Questionado sobre esta situação Pedro Passos Coelho, garantiu tratar-se de um equívoco e justificou a parceria entre municípios na gestão dos fundos europeus para evitar que sejam realizados investimentos semelhantes em municípios próximos.

“Não é um passo atrás. Ao concentrarem entre si beneficiam melhor dos fundos”, disse o chefe de Governo.