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Rio sobre a greve da TAP: "Uma minoria impor-se a uma maioria" só numa "ditadura"

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FOTO RUI DUARTE SILVA

Durante a apresentação da sua biografia, na sexta-feira, Rui Rio mostrou-se preocupado com o funcionamento do regime, dando o exemplo da TAP. "Uma minoria impor-se a uma maioria, compreendo e aceito numa ditadura. Em democracia, respeita-se as minorias, mas quando elas chocam com as maiorias, tem de prevalecer o interesse coletivo".

Rui Rio revelou na sexta-feira, na apresentação da sua biografia, em Famalicão, preocupação com "o funcionamento do regime". "A capacidade para resolver os problemas do país é hoje muito menor do que há 20 ou 30 anos", sublinhou, referindo várias áreas como a liberdade, democracia, justiça social, igualdade de oportunidades e tolerância.

Como exemplo, o social-democrata falou da atual paralisação da TAP, na qual "escassíssima minoria de portugueses", ou seja, "uma parte dos pilotos" está a tentar impor-se ao resto do país, que está "a ser prejudicado" e "paralisado".

"Uma minoria impor-se a uma maioria, compreendo e aceito numa ditadura", realçou. "Em democracia, respeita-se as minorias. Mas quando o interesse da minoria choca com a maioria, tem de prevalecer o último".

Questionado sobre a sua eventual candidatura a Belém, Rui Rio fugiu sempre à questão, dizendo apenas que "há muitas formas" de fazer combate político. "Já fiz este combate como deputado, como presidente de câmara e posso fazê-lo como um cidadão normal, como os outros. Há muitas formas de o fazer", referiu.

Durante a sua intervenção, Rio teceu duras críticas à classe política portuguesa, dizendo que prevalece a quantidade sobre a qualidade."Continua a haver muita gente de qualidade na política, mas a quantidade dos que não têm qualidade é cada vez maior. Os de fraca qualidade são cada vez mais e os de qualidade são cada vez menos", afirmou, realçando que ao longo de 41 anos de democracia os partidos se "desgastaram" e que, como tal, precisam de se "revitalizar".