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Rio não foi à festa PSD mas esteve em Lisboa

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Rui Rio

FOTO RUI DUARTE SILVA

Marcelo e Santana foram. Rio distanciou-se. Rangel lança livro sobre ex-autarca, dia 14 no Porto. Mas Rio ainda hesita.

“Sinto que posso ficar numa situação em que tenho de tomar uma decisão. Sim, sinto”, afirmou Rui Rio no programa “Alta Definição”, da SIC. Esta semana, a ausência de Rio na festa comemorativa dos 40 anos do PSD foi lida nos bastidores do partido como um sinal de reserva para prevenir uma eventual candidatura a Belém. Mas a verdade é que Rui Rio continua hesitante, sobretudo porque há gente com peso no PSD que o pressiona a deixar as presidenciais para mais tarde e a reservar-se, para já, para a sucessão de Passos Coelho na liderança partidária.

O Expresso sabe que o ex-autarca se deslocou no dia do aniversário do PSD do Porto a Lisboa no âmbito da sua vida profissional. Mas não foi à festa que nessa noite decorria na Reitoria da Universidade de Lisboa e onde compareceram outros presidenciáveis. Entre eles, Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes. Para já não falar de Durão Barroso, que se pôs de fora da corrida.

Rio passou a ser o nome mais bem visto em São Bento. E o ex-presidente da Câmara do Porto tem vindo a alimentar a ideia. No mesmo “Alta Definição” (programa de entrevistas de Daniel Oliveira), defendeu um Presidente “mais ativo”: “A figura do PR pode e deve ter um papel importante para pôr a sociedade a ponderar, debater e aprovar as mudanças que reformem o regime na sua plenitude. Eu acho que o próximo, e se não for o próximo o outro, o mais depressa possível, devia ter um papel mais ativo, sim.”

Marcelo já não para

No terreno, Rio não para. Dia 14 estará no lançamento, no Porto, do livro “Raízes d’Aço”, um perfil psicológico do próprio traçado pelo psiquiatra Carlos Mota Cardoso. E quem vai apresentar a obra é Paulo Rangel, o eurodeputado do PSD que gostaria de ver Rio na corrida presidencial.

No dia 21, Rui Rio estará em Coimbra, onde aproveitará as cerimónias da Queima das Fitas para participar numa conferência sobre o movimento associativo e terá um encontro com o reitor da universidade. E os seus apoiantes gostariam que ele decidisse antes do 10 de junho. Mas o próprio dá sinais de querer ter mais certezas: como se afirmará a direita, como estará o PS, como evoluirá Sampaio da Nóvoa?

Marcelo Rebelo de Sousa também não abre o jogo, mas, ao contrário do que temem os entusiastas da sua candidatura — que ele está outra vez hesitante e pode acabar por não ir —, o próprio garantiu ao Expresso que “nada mudou” na sua cabeça. Ao contrário do que tencionava fazer, nem vai poder calar-se durante o verão, porque os convites (alguns do PSD) para participar em sessões públicas não param. Será que a dinâmica das legislativas o pode entusiasmar?



este sábado, Rui Rio é o convidado do programa "Alta Definição", da SIC. a entrevista passa a partir das 14h00