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Marques Mendes. “Começa a ser necessário avaliar as promessas e programas eleitorais”

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O comentador propõe que o PSD submeta o seu programa à avaliação de uma entidade independente e desafie o PS a fazer o mesmo, "em vez de andarem a criticar-se uns aos outros". Marques Mendes critica também a greve na TAP, defendendo que se o sindicato dos pilotos fosse um partido político "a sua direção estaria a demitir-se".

Luís Marques Mendes defendeu este sábado, no seu habitual comentário na SIC, que “começa a ser necessário em Portugal avaliar as promessas e programas eleitorais” dos partidos políticos. O comentador acredita que essa seria uma forma de evitar a situação atual, em que os partidos "prometem uma coisa e fazem o contrário" quando chegam ao poder.

“Em vez de andarem a criticar-se uns aos outros, deviam seriamente dizer: ‘Vamos avaliar tudo isto’”, afirmou o comentador. 

Para o ex-líder do PSD, os programas eleitorais poderiam ser avaliados pelo Conselho de Finanças Públicas. “Acho que o PSD deveria submeter o programa à avaliação de uma entidade independente e desafiar a que o PS faça o mesmo.” Marques Mendes defendeu assim que o PSD desse o exemplo, “em vez de andar numa troca de galhardetes”.

A propósito da publicação da biografia de Pedro Passos Coelho, o comentador defendeu que "não serve para nada", "não dá um voto". 

"Pedro Passos Coelho teve o pior e o melhor esta semana. Um tiro falhado e um tiro certeiro." Considerando que o livro foi uma falha, Marques Mendes defendeu que o objetivo foi "mostrar o lado humano de Passos Coelho" com a preocupação de "humanizar a sua imagem". 

"Passos Coelho até pode ganhar as eleições mas não é pelo lado humano. Não é por isso. Se ganhar, se votarem nele, é sobretudo por aquilo que fez."

O segundo erro ao publicar a biografia, na opinião do comentador, foi o "ruído enorme" que criou com o CDS. "Parece um livro que estava preparado para não haver coligação", afirmou. Sobre a coligação, Marques Mendes revelou ainda que a comissão política "irá ter cinco ou seis independentes".

Já o "tiro certeiro" de Passos Coelho foi o discurso que fez esta semana, durante a comemoração do aniversário do PSD. "Acho que foi dos melhores discursos que ele fez."

Em relação a António Costa, o comentador disse que teve também um tiro falhado esta semana ao anunciar a alteração dos escalões de IRS, tendo "desautorizado" a comissão de economistas a quem foi encomendado o cenário macroeconónimo e que não fazia referência ao IRS. 

Marques Mendes fez ainda um paralelo entre o resultado das eleições no Reino Unido - das quais resultou uma vitória dos conservadores - e as próximas eleições legislativas em Portugal. "O PS poderá estar um bocadinho preocupado. As pessoas podem querer mudanças, mas não querem aventuras." O comentador lembrou, no entanto, que o atual governo de Passos Coelho "tem bons resultados", mas que lhe falta "sensibilidade social". 

Greve da TAP foi "um fracasso"
Na véspera de terminar a greve dos pilotos da TAP, Marques Mendes defende que foi "um fracasso". "
Se o sindicato [dos pilotos] fosse um partido político, a sua direção estaria a demitir-se."

O comentador criticou as afirmações do porta-voz do sindicato quanto ao dano de €30 milhões que conseguiram infligir na TAP. "Parece terrorismo", disse. Marques Mendes sublinhou ainda o "efeito terrível" que a greve tem no turismo, uma área importante para a economia nacional.