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Portas ironiza com gafe de Passos. "Apresenta-se ao serviço o líder do principal partido da oposição"

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Paulo Portas falava aos jornalistas em Aljustrel após a ianuguração do novo laboratório mineralógico em Aljustrel

FOTO LUÍS FORRA/LUSA

Vice-primeiro-ministro praticou ironia, desvalorizou as polémicas dos últimos dias e garante que a coligação “recomenda-se”.

O líder do CDS-PP disse hoje que a coligação com o PSD "está bem" e "é para ganhar", desvalorizando a questão sobre se fez o seu pedido de demissão de ministro dos Negócios Estrangeiros por carta ou SMS.

Questionado pelos jornalistas sobre se o seu pedido de demissão foi feito por carta ou mensagem de telemóvel (SMS), Paulo Portas respondeu de forma irónica: "Apresenta-se ao serviço o líder do principal partido da oposição, se tiverem perguntas para me fazer podem enviar-me um SMS, eu respondo-vos por SMS ou por carta. Quanto à coligação, está bem, recomenda-se, é para ganhar e não dou importância nenhum ao sucedido nos últimos dias".

Na passada terça-feira, o gabinete de imprensa do CDS-PP esclareceu que Paulo Portas formalizou o seu pedido de demissão do Ministério dos Negócios Estrangeiros por carta e não por SMS, como é referido numa biografia autorizada do primeiro-ministro. Na quarta-feira, no debate quinzenal, Pedro Passos Coelho referiu-se a Paulo Portas como "líder da oposição", um aparente lapso que não corrigiu posteriormente. 

O vice-primeiro-ministro falava aos jornalistas em Aljustrel após ter inaugurado o novo laboratório mineralógico e visita as minas de Aljustrel, no Alentejo.

A biografia autorizada do primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, intitulada "Somos o que escolhemos ser", da autoria de uma assessora do grupo parlamentar social-democrata, Sofia Aureliano, foi lançada na passada terça-feira, em Lisboa.

No livro, é citada uma frase atribuída a Pedro Passos Coelho, relativa à crise do verão de 2013: "Fui almoçar e quando ia a caminho da comissão permanente, às 15h, recebi um SMS do dr. Paulo Portas a dizer que tinha refletido muito e que se ia demitir". 

A 2 de julho de 2013, Paulo Portas, então ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, apresentou o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, afirmando que a sua decisão era "irrevogável".

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