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Passos Coelho. Fundo Monetário Europeu vai pôr ponto final na troika

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FOTO JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

Primeiro-ministro defende que Europa deve "saber resolver os seus problemas" e dispensar o FMI em futuros programas de assistência financeira

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reafirmou a necessidade de se criar um Fundo Monetário Europeu para pôr um "ponto final na troika" e dispensar a intervenção do FMI em futuros programas de ajuda externa.

"Temos hoje dentro do espaço europeu uma experiência significativa a lidar com crises financeiras. Temos toda a possibilidade de criar um mecanismo próprio que possa dispensar a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nestas matérias", defendeu Passos Coelho, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, realizado esta sexta-feira em Florença, à margem do debate sobre o Estado da União.

Segundo o primeiro-ministro, "era importante que o Fundo Monetário Europeu fosse a contraparte do Banco Central Europeu". "Isso põe um ponto final na troika como nós a conhecemos. Representa uma evolução, que é a Europa a saber resolver os seus problemas."  

Para Passos Coelho, é preciso "retirar os países da gestão das crises e entregá-la a instituições" como o Eurogrupo e o Conselho Europeu, para acabar com a ideia de que a assistência financeira implica uma transferência de verbas de uns países para outros. "Essa ideia que as pessoas têm torna mais aguda as tensões entre os países."

O primeiro-ministro português encerra esta sexta-feira as jornadas de debate sobre o Estado da União, promovidas anualmente pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença.