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Carvalho da Silva: "Não quero ser fator de perturbação"

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António Pedro Ferreira

Manuel Carvalho da Silva não será candidato presidencial. "Não cheguei a entrar na corrida e nem apareci na linha de partida", diz ao Expresso. Na primeira pessoa, explica que as presidenciais precisam de uma esquerda unida. Ele não conseguiu

Não quer ser nem "bode expiatório" nem "fator de perturbação" na corrida das presidenciais. O líder histórico da CGTP chegou a manifestar-se "disponível" para uma candidatura a Belém, mas agora assume que fica de fora. "Não contam comigo", disse ao Expresso Manuel Carvalho da Silva nas primeiras declarações públicas após as notícias da sua "desistência"como candidato presidencial.

Na última semana, Carvalho da Silva ouviu várias personalidades da vida política, sindical, académica e até de meios católicos. Quarta-feira à noite, terá reunido com a sua equipa de conselheiros para tomar uma decisão. As dificuldades do atual cenário político e a "atomização" dos candidatos à esquerda terão pesado na decisão de afastar Belém dos seus projetos de futuro.

"A esquerda só ganhará as eleições presidenciais se o PS estiver todo e se a esquerda estiver toda unida", diz ao Expresso. A conclusão da dificuldade de protagonizar "uma convergência" foi a razão principal para a sua decisão, que afirma ser "definitiva" e que o afasta da corrida do próximo ano.