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"Serviços mínimos da TAP são insulto ao Porto e Norte"

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Tiago Barbosa Ribeiro, presidente do PS / Porto, acusa administração da TAP de centralização vergonhosa ao afetar apenas 2% da operação de serviços mínimos para Aeroporto do Porto.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O líder da concelhia do PS/Porto afirmou esta quarta-feira que apenas seis dos 306 voos de serviços mínimos da TAP decretados pelo Tribunal Arbitral partiram ou chegaram ao Aeroporto do Porto desde o início da greve dos pilotos. "Esta realidade não tem nada que ver com a greve, mas sim com uma vergonhosa ação centralista da administração da TAP em desvalorizar o Aeroporto do Porto", sustenta Tiago Barbosa Ribeiro. 

Para a concelhia socialista, a TAP tem vindo a atuar como uma "companhia regional de Lisboa", após anos de "desinvestimento no Porto e Norte, justificando o centralismo como opção de gestão".

Barbosa Ribeiro, presidente recém-eleito para a concelhia do PS/Porto, avançou ao Expresso que a permanente subalternização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro em relação ao Aeroporto de Lisboa é inaceitável, estratégia manifestada ao longo dos anos na eliminação de rotas "por suposta falta de procura, desmentida pela imediata ocupação com sucesso" por outras companhias "low cost". A título de exemplo, o dirigente socialista aponta o interesse da Turkish Airlines, que acaba de inaugurar voos diretos para Istambul a partir do Porto. 

A quase inexistência de ligações diretas intercontinentais, após o cancelamento de voos para Luanda e Brasil, e a atribuição da frota mais envelhecida da PGA aos voos do Porto são sinais da "desconsideração" da administração da TAP para com o Porto e Norte. Barbosa Ribeiro frisa ainda que o crescimento do turismo na região e de passageiros no mais importante aeroporto do noroeste peninsular "acontece, apesar da TAP". 

A comissão concelhia referiu esta quarta-feira em comunicado que o PS tudo fará para defender os interesses da região e combater o divórcio entre a TAP e o Norte. Tiago Barbosa Ribeiro defende que a TAP deve manter-se como empresa pública ao serviço de todo o país, afirmando que a privatização da companhia é "uma obsessão" de Passos Coelho e do atual Governo, que "insiste que o privado gere melhor do que o setor público, situação que tarda em ser comprovada". 

Ao contrário do que afirma o primeiro-ministro, o líder do PS / Porto sustenta que a TAP não corre o risco de se transformar numa "TAPezinha pública, desde que haja corretas opções de gestão e que tenha em vista o interesse de todo o território nacional.