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Portas desmente Passos

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FOTO MÁRIO CRUZ

Líder do CDS contraria testemunho de Passos na sua biografia autorizada. Demissão de 2013 foi por carta, não por SMS.

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Paulo Portas desmentiu ao fim da tarde a versão de Pedro Passos Coelho sobre o que aconteceu no dia 2 de Julho de 2013, quando o líder do CDS apresentou a sua demissão "irrevogável". Não foi por SMS, ao contrário do que diz Passos na sua biografia autorizada, mas por carta. 

Numa nota divulgada pelo gabinete de imprensa do CDS, este "informa que o Dr. Paulo Portas não comenta nem valoriza algumas notícias hoje surgidas a propósito da publicação do livro 'Somos o que escolhemos ser'".

Porém, a mesma nota "esclarece que o pedido de demissão do então Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros aconteceu na manhã de 2 de julho de 2013, e foi naturalmente formalizado por carta." Ao invés do que diz Passos, que teria sido surpreendido por um SMS às 15h00, duas horas antes da tomada de posse de Maria Luís Albuquerque.

Uma contradição que o gabinete de imprensa do CDS não atribui a Passos mas à autora da sua biografia autorizada. A nota de imprensa conclui com a informação de que Portas "não falou com a autora do livro, pelo que admite que a mesma tenha incorrido num lapso a que não atribui importância."

Uma frase diplomática que não esconde o essencial: a versão que Portas agora contraria é atribuída a Passos em "on", o que tornou ainda mais explosiva a forma como o primeiro-ministro desenterrou esta polémica, dez dias depois do anúncio da coligação PSD-CDS.

Paulo Portas foi apanhado de surpresa pelas declarações do primeiro-ministro durante uma viagem à Colômbia. O CDS não esconde a irritação com este episódio e, mesmo à distância, Portas decidiu que a "manipulação" que Passos fez dos acontecimentos de 2013 não podia passar sem resposta.