Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos chama "líder da oposição" a Portas

  • 333

FOTO MÁRIO CRUZ / LUSA

"Nunca na vida enxovalhei ninguém, muito menos o líder da oposição", disse o primeiro-ministro no parlamento em resposta a uma intervenção de Catarina Martins (BE).

Oposição dentro da coligação? Não são de hoje as diferenças que existem no seio do Governo PSD/CDS, apesar de os líderes dos dois partidos terem anunciado a 25 de Abril uma nova aliança para as legislativas. Esta quarta-feira, o primeiro-ministro referiu-se no Parlamento a  Paulo Portas como líder da oposição, em resposta a uma intervenção de Catarina Martins (BE), que falou sobre o caso da demissão de Portas por SMS

"Nunca na vida enxovalhei ninguém, muito menos o líder da oposição. Está muito equivocada. Dentro do Governo sabemos superar as dificuldades. Aliás, este Governo é o primeiro de coligação a terminar o seu mandato, o que diz muito sobre como, apesar das diferenças, sabemos superar as dificuldades e da maturidade suficiente que temos para pôr o país em primeiro lugar", declarou Passos Coelho.

O primeiro-ministro lamentou aquilo que considera ser uma "intriga política", garantindo que a coligação é firme.

Esta não é a primeira vez que Portas é chamado de "líder da oposição" por membros do Governo. Em maio de 2013, o ministro da Presidência, Marques Guedes, também se referiu a Paulo Portas como "líder do principal partido da oposição",  negando que existissem divergências no Executivo sobre a contribuição de sustentabilidade.

"Eu acho que há aqui uma mistificação muito grande por parte de alguma comunicação social em torno desta matéria: a posição do Governo desde o princípio tem sido a mesma, conforme foi dito, quer pelo senhor primeiro-ministro, quer pelo líder do principal partido da oposição e que faz parte da coligação de Governo, doutor Paulo Portas, nas comunicações que fizeram já há uns dez dias",  declarou na altura Marques Guedes após uma visita às obras do Estádio do Jamor, em Oeiras. 

  • Portas desmente Passos

    Líder do CDS contraria testemunho de Passos na sua biografia autorizada. Demissão de 2013 foi por carta, não por SMS.

  • CDS irritado com Passos, mas a coligação não treme

    Declarações de Passos Coelho sobre a demissão "irrevogável" de Portas, divulgadas na sua nova biografia, irritam o CDS e abrem feridas antigas. Uma asneira em plena pré-campanha, consideram. "Já não há pachorra", desabafa um dirigente centrista. Mas a coligação já não treme.