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PSD acusa PS de ter dois pesos e duas medidas quanto à liberdade de imprensa

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Luís Montenegro acusou o PS de só falar da liberdade de imprensa quando lhe convém

FOTO MARCOS BORGA

"O Dr. António Costa tem um poder especial? Isso é uma postura de arrogância democrática, não é uma trica política", afirmou Luís Montenegro referindo-se ao SMS que o líder socialista enviou ao diretor-adjunto do Expresso João Vieira Pereira.

O líder parlamentar do PS, Luís Montenegro, acusou esta quarta-feira de tarde o PS de assumir uma "duplicidade de critérios" quanto à liberdade de imprensa, recordando o episódio de um telefonema do ex-ministro Miguel Relvas a uma jornalista do "Público", então muito criticada pelos socialistas, e do silêncio atual do partido a propósito do SMS enviado por António Costa ao diretor-adjunto do Expresso, João Vieira Pereira. 

"O Dr. António Costa tem um poder especial que os outros não tiveram? Qual é a anuência que tem para não se falar em coisas que não gosta? Isso é uma  postura de arrogância democrática, não é uma trica política. É toda uma cultura de poder que interessa a todos e à democracia", afirmou Montenegro.

O deputado social-democrata questionou os socialistas que em 2012 exigiram explicações ao ex-ministro Miguel Relvas, que ameaçou a jornalista do "Público" Maria José Oliveira em divulgar um conteúdo de um telefonema.         

"Quando o Dr. António Costa tenta coagir, condicionar ou intimidar o exercício da liberdade de imprensa, o prenúncio precisa de uma denúncia clara. Onde está o PS que tanto fustigou, por exemplo, o ex-ministro Miguel Relvas, que chamou ao parlamento para explicar o conteúdo de um pretenso telefonema? Onde estão as vozes que, muitas vezes de forma rápida e habitual, emergem para falar da liberdade de imprensa?", prosseguiu Luís Montenegro, referindo-se ao caso do SMS que Costa enviou recentemente a João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso, a propósito de um texto de opinião que este escreveu sobre as propostas económicas do PS.  

Relativamente ao desemprego, o líder da bancada social-democrata reconheceu que a taxa ainda é muito elevada, mas assegurou que grande parte do debate político sobre o tema não corresponde à realidade, uma vez que o emprego tem registado melhorias nos últimos anos.