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Cavaco reafirma que tem de haver concertação entre Governo e Presidente

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FOTO ANTÓNIO COTRIM/LUSA

No final da viagem à Noruega, Presidente reafirma importância da política externa. Uma forma de responder a Passos.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Quem pensava que o último prefácio aos roteiros do Presidente era uma excentricidade desenganou-se. Na sua última declaração em solo norueguês, depois de uma manhã passada a visitar duas estações de criação de peixes em duas ilhas ao largo de Bergen, Cavaco Silva foi claro: a defesa dos interesses de Portugal é uma das funções importantes do Presidente, a qual tem de ser concertada com o Governo.

"Esta visita à Noruega confirma dois pontos da maior importância", disse o Presidente da República à chegada à ilha de Bekkjarvik Gjestgiveri, onde almoçou. "Primeiro, a defesa dos interesses de Portugal no plano externo é uma das funções mais importantes do Presidente da Republica nos tempos que correm; segundo, é preciso uma concertação aprofundada entre o PR e o Governo, por forma a aprofundar a sintonia de linguagem".

E acrescentou: "Sem essa sintonia, não há possibilidade de defender os interesses do país no plano externo".

Cavaco ainda explicitou, enumerando os múltiplos encontros que teve a nível político, científico e empresarial, e referindo que foi acompanhado por quatro ministros, que "nas suas intervenções e contactos com os colegas tinham de expressar posições convergentes com as do Presidente".

E acrescentou: "aqui, em Bergen, a agenda está claramente orientada para a aquacultura".

Foi o fim da viagem de três dias de Cavaco Silva à Noruega, talvez já a pensar em Lisboa. Os ecos da biografia de Passos Coelho e da sua passagem relativa às negociações para um consenso interpartidário de Julho de 2013, não lhe passaram despercebidas, seguramente, não lhe agradaram.

Agora, reafirmando desta forma a necessidade de concertação e sintonia entre Governo e Presidente é também uma forma de resposta.