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Cavaco prudente antecipa crescimento de 1,7% para 2015

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Pequeno-almoço de trabalho com um grupo de empresário e investidores do setor energético, em Oslo, Noruega

António Cotrim/Lusa

Cavaco Silva promove pequeno-almoço entre empresários e mostra-se prudente nas previsões do crescimento do PIB.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O Presidente da República considerou esta terça-feira que a energia é um dos setores mais vantajosos para a cooperação entre Portugal e a Noruega, num pequeno-almoço com empresários de ambos os países, que teve também a participação do ministro do Ambiente Jorge Moreira da Silva.

As relações entre os dois países são muito mais do que as compras do bacalhau, disse Cavaco Silva, que traçou um quadro do programa de ajustamento e das reformas feitas nos últimos anos e citou as projeções do crescimento económico.

Cavaco Silva foi mais prudente do que na sua recente viagem a Paris, mostrando-se alinhado com os números do Banco de Portugal. Ao falar aos empresários noruegueses, disse que depois de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9% em 2014, previu agora um crescimento de 1,7% para 2015 (o Plano de Estabilidade 1,6%), com um aumento gradual acima dos 2% para os anos seguintes.

Há dois meses em Paris, durante uma visita à OCDE, o chefe de Estado afirmou que a taxa de crescimento da economia portuguesa em 2015 poderia chegar aos 2% devido à quebra do preço do petróleo e à depreciação do euro.

As prioridades do Governo

O Presidente salientou igualmente as prioridades da agenda do Governo, referindo a flexibilidade laboral, a formação profissional, a melhoria da eficiência do sistema judicial, os incentivos à inovação e a reforma fiscal, com uma baixa do IRC que partiu de 25% em 2013 para 21% em 2015, 19% em 2016 e 17% em 1017, especialmente dirigida para o investimento estrangeiro.

"Estou certo que reconhecerão que Portugal é um país atrativo não só para o investimento, mas também para visitar, com um clima muito agradável e um nível de vida competitivo", referiu.

O ministro Jorge Moreira da Silva sublinhou por sua vez as reformas no setor da energia, referindo  a redução da dependência energética ( 70% em 2014) e citando, nomeadamente, o aumento da produção de eletricidade a partir das energias renováveis (62% em 2014, 45% há três anos) e os primeiros passos na prospeção de petróleo e gás.