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Cavaco “sem medo” considera lei das campanhas “anacrónica”

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FOTO ANTÓNIO COTRIM / LUSA

PSD, PS e CDS apresentaram no final de abril uma proposta de lei sobre novas regras de cobertura mediática das campanhas que foi mal recebida.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Cavaco Silva considera a atual lei da cobertura das campanhas eleitorais como "a mais anacrónica que existe". Questionado no avião, no início da sua viagem de três dias à Noruega, o Presidente da República referiu-se assim a um tema polémico das últimas semanas.

Sublinhando que há presentemente 22 partidos inscritos e mais dois à espera de serem legalizados, e ainda os partidos na Madeira, Cavaco Silva considerou difícil de imaginar como se possa cumprir os ditames da lei, que obriga a que todos os partidos tenham cobertura igual.

O Presidente acrescentou que no seu tempo como primeiro-ministro havia uma lei anacrónica, a da reforma agrária, e ele mudou-a. Se nessa altura a CNE tivesse a mesma interpretação, ele também teria mudado a lei "e não teria medo", afirmou.

Recorde-se que o PSD, o PS e o CDS apresentaram no final de abril uma proposta de lei sobre novas regras de cobertura mediática das campanhas que foi mal recebida pelos principais órgãos de comunicação social e de que as lideranças dos partidos depois se demarcaram. A proposta, que previa a obrigatoriedade de as redações submeterem previamente os seus critérios editoriais sobre a cobertura da campanha a aprovação de uma entidade externa, acabou por cair.