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Portas diz que não faz questão de ter cabeças de lista

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FOTO Marcos Borga

Lider do CDS insiste que o importante no acordo com o PSD é respeitar os resultados de 2011 e não ter cabeças de lista. Comissao política aprovou coligação por unanimidade.

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Paulo Portas disse esta quarta-feira, na comissão política do CDS, que não faz questão de que o partido tenha qualquer cabeça de lista nas listas conjuntas com o PSD nas eleições legislativas. O líder centrista insistiu que o importante é que o partido tenha, nas listas de cada distrito, os lugares correspondentes aos resultados de 2011. Uma vez que nessas eleicoes não houve nenhum círculo onde o CDS tenha ficado à frente do PSD, a matemática das últimas eleições dita que sejam os sociais-democratas a indicar o primeiro candidato em todos os distritos.

Questionado sobre este assunto numa conferência de imprensa após a comissão política, o vice-presidente centrista Nuno Melo assegurou que "em nenhum momento o CDS colocou qualquer exigência sobre ter cabeças de lista". A questão para os centristas, disse, é que se cumpra um "critério mensurável e objetivo" que não deixa espaço a "arbítrio nem grandes especulações".

Na reunião de ontem não foi discutida a arrumação dos lugares nas listas, mas apenas o acordo político apresentado pelos líderes dos dois partidos no sábado passado. Para fazer uma coligação que se propõe "vencer estas eleições" e fazer "um Governo estável e confiável", nas palavras de Nuno Melo. O acordo foi aprovado por unanimidade na comissão política.

Seguiu-se o Conselho Nacional, onde eram esperadas as dúvidas dos conselheiros eleitos pelo movimento Alternativa e Responsabilidade. Estes críticos de Paulo Portas questionam o 'timing' tardio em que foi anunciado o acordo, e a forma como foi apresentado ao Conselho Nacional, como facto consumado. E querem saber qual o programa que a coligação apresentará aos eleitores, mais do que qual o rateio de lugares ente os dois partidos.