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Nóvoa diz que nunca defendeu Presidente "mais interventivo"

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Eduardo Costa / Lusa

"Nunca defendi isso. Vamos sabendo coisas pelos jornais que nunca dissemos", afirmou este sábado, em Beja, o ex-reitor da Universidade de Lisboa, na primeira aparição pública após a apresentação da sua candidatura às presidenciais de 2016.

O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa garantiu, este sábado, que nunca prestou declarações sobre a necessidade de um papel mais interventivo por parte do Presidente da República. "Nunca defendi isso", afirmou este sábado aos jornalistas, à margem da feira agropecuária Ovibeja. Esta é a sua primeira aparição pública, depois de ter apresentado, na quinta-feira, a sua candidatura às eleições presidenciais de 2016.

"Vamos sabendo coisas pelos jornais que nunca dissemos", ironizou, acrescentando: "Um Presidente da República tem funções muito claras, atribuídas pela Constituição da República Portuguesa e essas atribuições têm que ser exercidas". E refere ainda que a sua candidatura não irá questionar as posições atuais "do Presidente da República e dos partidos", porque "uma candidatura faz-se pela positiva, não a comentar as posições de outros".

Questionado pelos jornalistas sobre se espera o apoio do Partido Socialista (PS) à sua candidatura, o ex-reitor da Universidade de Lisboa respondeu: "Não faço nenhuma ideia". "Não conheço as lógicas partidárias. O PS decidirá, na altura em que achar que deve decidir, em função do seu próprio programa e das suas próprias dinâmicas".

Para além disso, Nóvoa diz que este momento "deve ser privilegiado como o momento das legislativas". "Parece-me absolutamente normal que seja sobre isso que os partidos estão focados e concentrados", declarou, mostrando-se "muito confiante" na sua candidatura. "Os sinais das últimas semanas, dos últimos dias em particular, são muito animadores". 

"Muitas pessoas têm vindo a esta candidatura - da esquerda, da direita, do centro, sobretudo pessoas sem filiação partidária -, e essa é a marca desta campanha", refere, acrescentando que todos aqueles que se quiserem associar à campanha "são bem-vindos" e que a sua candidatura às presidenciais foi deita "como uma candidatura de mudança de ciclo político".