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Direita já admite apoiar candidato a Belém antes das legislativas

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Passos e Portas anunciaram a coligação no 25 de Abril

FOTO Alberto Frias

Passos e Portas tinham dito que apoiariam candidato presidencial comum depois das legislativas, mas o documento hoje levado aos partidos diz que será "preferencialmente" depois. Passos disse ao PSD que coligação é para poderem lutar por uma maioria absoluta.

É a principal novidade da proposta de acordo de coligação que as direções do PSD e do CDS estão a votar esta noite: não fecham a porta a apoiar um candidato presidencial comum antes das legislativas. Apenas dizem que " preferencialmente" esse compromisso será depois delas.

No documento que Passos Coelho e Paulo Portas subscreveram no sábado passado dizia-se que "a aliança incluirá o necessário diálogo para que, depois das legislativas, apoiemos um candidato presidencial". Mas no documento hoje aprovado foi acrescentada a palavra "preferencialmente".

Outra novidade é a criação "de órgãos próprios de coordenação política" da coligação "em documento autônomo". No resto, o essencial do documento final confirma o que tinha sido anunciado pelos líderes: as regiões autónomas ficam fora deste acordo, e os candidatos a deputados serão ordenados nas listas conjuntas pelo critério de transposição desmedulados obtidos em cada círculo eleitoral por cada partido em 2011, atendendo a lei da paridade e a inclusão de independentes.

Pedro Passos Coelho justificou esta proposta de coligação essencialmente com dois argumentos. Por um lado, uma questão de coerência justificada pelo facto de os dois partidos estarem juntos a governar o país há quatro anos - "ninguém perceberia" que agora se separassem.

Por outro, na reunião do Conselho Nacional que aprovou o acordo de coligação por unanimidade, Passos juntou outro argumento: "Podiamos ganhar sozinhos mas a coligação é para lutarmos por uma maioria absoluta". 

Garantir ao pais uma solução de Governo estável é uma das bandeiras que PSD e CDS vão explorar até as eleições. O documento conjunto diz expressamente que serão "a opção mais credível de Governo para a próxima legislatura, não só porque dão "a garantia que outros não podem dar: por Portugal sem défice excessivo e reduzir a dívida, cumprindo os compromissos com a UE", mas também, como Passos afirmou no partido, porque garantem que a coligação cumprirá um próximo mandato até ao fim.

A necessidade de partilharem lugares nas listas com os centristas não suscitou a mínima reação aos sociais-democratas. Como afirmou ao Expresso o presidente do PSD/Lisboa "o custo de perder as eleições e' muito mais elevado do que um lugar aqui ou ali".