17 de abril de 2014 às 10:31
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Polícias ponderam greve

Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) alertou hoje para o risco de setembro e outubro serem meses complicados. "Semana da Indignação dos Polícias" entre 21 e 28 de setembro. Greve é uma hipótese.

Lusa
Agravamento das condições de vida dos polícias portugueses gera protestos Miguel A. Lopes/Lusa Agravamento das condições de vida dos polícias portugueses gera protestos

O presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) alertou hoje para a possibilidade de setembro e outubro serem meses complicados em matéria de Segurança Interna devido ao estado de "indignação geral" vivido na Policia de Segurança Pública devido ao agravamento das condições de vida dos polícias.

"Sem pretender dramatizar porque não é positivo criar alarmismos, o que nos parece é que os meses de setembro e outubro vão ser muito complicados no âmbito da Segurança Interna e no caso concreto da PSP", disse o Comissário Carlos Ferreira referindo-se por exemplo ao facto da maior associação sindical da PSP (ASPP) ter já convocado uma semana de indignação.

Outras estruturas sindicais, frisou, estão na expectativa para ver que sinais positivos o Governo dará para a resolução dos problemas desta força policial, para que a "conflitualidade que se prevê não se prolongue e não atinja níveis difíceis de controlar".

Protestos podem passar por greve 


A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança realiza entre 21 e 28 de setembro a "Semana da Indignação dos Polícias", que terá início com um encontro nacional no Porto para avaliar a evolução da situação.

Caso o Governo não "cumpra com a lei" e com os estatutos remuneratórios que já deveriam ter entrado em vigor na PSP e na GNR no ano passado, a CCP vai promover ao longo dessa semana várias ações de protesto, que poderão passar por paralisações e uma manifestação em Lisboa.

A CCP é constituída pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sócio-profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Sindicato Nacional dos Guardas Prisionais (SNGP), Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) e Associação Sindical dos Funcionais da ASAE.

A imagem que os oficiais transmitem sempre, adiantou Carlos Ferreira, é de responsabilidade e de ponderação, mas sem deixar de alertar e transmitir para o seio da PSP e para o Governo, "que os problemas dos agentes e chefes são também problemas dos oficiais, que têm a obrigação de lutar pelas condições de trabalho de todos os polícias".

O dirigente assegura que o agravar das condições de vida dos polícias portugueses, que em início de carreira ganham pouco mais de 800 euros e têm a família distante, "pode criar o perigo do próprio efetivo policial sofrer um aumento da conflitualidade interna que os impeça de trabalhar de forma concentrada e com a serenidade necessária para atuarem corretamente nos momentos difíceis, com determinação e sem excesso, porque a instabilidade emocional é também um risco para o cidadão".

Carlos Ferreira acrescenta ainda que num momento em que é muito previsível um aumento significativo da criminalidade, resultante do agravamento das condições de vida, os polícias terão que estar preparados e mentalizados para o combate ao crime e proteção das pessoas e dos seus bens.
Comentários 23 Comentar
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Não atirem os " bonés" para a calçada
Se os "oficiais" atirarem ,como fizeram a Sócrates, os bonés para a calçada, devem ser postos na rua das Forças de Segurança.Não tem categoria para saber vestir uma farda e respeitar a Soberania Nacional.
Indignação Geral? Ver comentário
Policias e Ladroes Ver comentário
Sócrates levou o País à pré-falência Ver comentário
Re: Não atirem os Ver comentário
aguiadois tem um comentário igual na era Sócrates Ver comentário
Re: Não atirem os Ver comentário
Re: Não atirem os Ver comentário
Se não sabem o que é uma farda Ver comentário
Re: Se não sabem o que é uma farda Ver comentário
Señor Aguia... Ver comentário
Os policias postos em sentido:negócios ilicitos Ver comentário
Re: Forças de segurança em "estado de indignação g
Desta vez é que a águia estragou tudo. Dois pesos e duas medidas. Ficou sem qualquer credibilidade. No tempo de Sócrates apoiava essas atitudes, agora já devem ser postos na rua.
Re: Forças de segurança em Ver comentário
Re: Forças de segurança em Ver comentário
Seringador,Toni Ver comentário
Re: Seringador,Toni Ver comentário
É mentira:aguia condenou na era Sócrates Ver comentário
Re: É mentira:aguia condenou na era Sócrates Ver comentário
Dualidades de critérios
Enquanto os políticos detêm as continuadas regalias e benesses as nossas forças policiais continuam com as mesmas dificuldades e desorganização.
Vira o disco e toca o mesmo.
Enfim estou cansado com esta democracia, será que é mesmo uma democracia? Ou só para alguns?
Re: Dualidades de critérios Ver comentário
Forças de segurança em indiganção geral
Infelizmente em indignação começam a ficar todos os portugueses, com exceção de alguns que ainda não abriram os olhos, ou então que são cegos de nascença. Pessoalmente até nem critico o aumento de impostos desde que sejam necessário para o bem de Portugal e dos portugueses. Não deixo no entanto de mostrar a minha indignação pelo que me prometeram com tanta certeza antes das eleições e que agora não está a ser cumprido. Por isso não me surpreende a indignação que está a começar e desde logo por parte daqueles que apoiam este governo como Marques Mendes, Ferreira Leite, Vasco Moura, Marcelo Rebelo de Sousa, além de outros não esquecendo as declarações de elementos do CDS. Já se percebeu que a seguir por este caminho o País vai ao fundo. Todos os dias cortam nos vencimentos e nas regalias do povo e nada nas gorduras do Estado como prometeram. Nunca ninguém mentiu tanto em tão pouco tempo.

http://www.youtube.com/wa...

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Polícias
Os polícias estão mal pagos. têm tido ministros incompetentes, têm as esquadras a apodrecer, não lhes pagam o subsídio de fardamento, as leis tratam-nos como criminosos, estão alojados em quartos imundos da Mouraria,Alfama e Bairro Alto e ser polícia em Lisboa é heróico.
Tem diminuído a apresentação de candidaturas e , se a situação económica fosse melhor, já não havia polícias.

Dito isto, têm o dever de se saber comportar, como força de segurança armada, e nunca enveredar pela arruaça e por disparates já cometidos, como a entrega das armas. Um exército que entrega as armas merece ser dizimado. É alta traição !!!

Há que ter imaginação, há que obter o apoio da população, há que saber explicar os seus problemas e porque não pedir uma audiência ao Presidente, que não está lá só para cortar fitas!!!
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