Polícia russa procura duas outras "Pussy Riot"
Afinal não são três, mas cinco as integrantes do "Pussy Riot". Depois de terem detido e levado a julgamento três das cinco integrantes da banda punk-rock - que acabaram por ser condenadas na passada semana a dois anos de prisão por vandalismo e "incitamento ao ódio religioso"-, as autoridades russas estão agora a procurar outras duas cantoras do grupo, que estão a monte.
As duas raparigas - junto com Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, de 29, e Maria Alekhina, de 24 - partiparam, encapuzadas, na performance no dia 21 de fevereiro, no altar da catedral ortodoxa de Cristo-Redentor, em Moscovo, e cantaram a canção de protesto contra o Presidente russo Vladimir Putin. Se vierem a ser detidas, serão igualmente julgadas e, muito provavelmente, condenadas a penas de prisão.
Em declarações à France Press, um representante da polícia de Moscovo afirmou que "as operações de busca estão em curso".
Defesa vai apresentar recurso
Entretanto, a defesa das "Pussy Riot" entretanto condenadas vai recorrer da sentença, afirmou hoje o advogado das raparigas. Nikolái Pólozov ressaltou que ainda não recebeu a cópia da sentença, e que a partir do momento em que o documento estiver disponível, terá dez dias para apresentar o recurso.
As manifestações contra a condenação das "Pussy Riot", considerada desproporcional, sucedem-se dentro e fora de Moscovo, e um pouco por todo o mundo, como se viu nos últimos dias em Nova Iorque, Milão, Warsaw (Polónia), Praga e México, entre outras cidades.
O MNE russo pediu para se evitar "histeria" em torno da banda.


Getty Images
Protesto a favor das "Pussy Riot", em Nova Iorque
