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Polícia que matou jovem em Campolide já entregou arma
O elemento da PSP que hoje matou a tiro um jovem na estação ferroviária de Campolide, Lisboa, é polícia há cinco anos e pertence à esquadra de Benfica, disse à agência Lusa fonte policial.
Um jovem de 18 anos foi hoje morto a tiro pela PSP nesta estação, cerca das 7h, na sequência de uma perseguição a três jovens, entre os quais a vítima, suspeitos de terem roubado duas mulheres.
De acordo com a fonte policial, a Policia Judiciária já está a investigar o caso, já tendo em sua posse a arma do agente da PSP, num procedimento que é considerado normal nestes casos.
O agente é profissional da PSP há cinco anos e desempenha a função de condutor de carro-patrulha da esquadra de Benfica, que pertence à terceira divisão da PSP.
Inquérito aberto
A ocorrência foi comunicada à Inspeção-geral da Administração Interna (IGAI) que irá abrir um processo de inquérito, que decorre em paralelo ao processo-crime dirigido pelo Ministério Público, para apurar as circunstâncias dos factos.
Este é mais um incidente de insegurança ocorrido na Linha de Sintra, onde circulam diariamente cerca de duzentas mil pessoas.
De acordo com o porta-voz da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, Rui Ramos, os problemas de insegurança nesta linha ferroviária "intensificam-se fora da hora de ponta".
"Nesse período, a própria multidão que anda nos comboios acaba por funcionar como segurança. Mas fora dessas horas, os problemas intensificam-se porque também há menos policias a trabalhar", disse.
"Imperativo reforçar o policiamento"
Rui Ramos adiantou que é "imperativo reforçar o policiamento" nos comboios e nas estações, de forma a aumentar a segurança nestes locais.
"A polícia ferroviária foi criada em 1995 com sessenta elementos policiais. Hoje em dia são cerca de quarenta. Também adoecem e precisam de férias, por isso veja-se quantos agentes realmente estão a trabalhar por turno", afirmou.
Um agente da policia ferroviária disse à agência Lusa que o número de casos de insegurança ocorridos na linha de Sintra "acabam por ser muito poucos" dada a quantidade de pessoas que ali circula diariamente.
"Como circulam milhares de pessoas por dia nesta linha, se acontecerem uma ou duas situações de furtos ou pequenos crimes não é muito. E estão sempre polícias a trabalhar durante as horas em que os comboios circulam", adiantou.
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António Pedro Ferreira
Suspeito foi baleado em Campolide
