O dissidente cubano Guillermo Farias, vencedor do Prémio Sakharov 2010, foi libertado esta noite depois de ter estado detido durante seis horas numa dependência da Polícia na cidade de Santa Clara, em Cuba, avançou a agência Efe. A informação foi dada pelo próprio à agência espanhola de notícias, quando já estava na sua casa em Santa Clara.
Guillermo Farias explicou que foi detido por agentes da Polícia cubana em conjunto com outras 22 pessoas por "escândalo público", quando participava num protesto contra a ação de despejo de uma mulher grávida e mãe solteira de duas crianças que se tinha instalado num imóvel desabitado.
A maior parte dos detidos eram membros do Fórum Antitotalitário Unidos, liderado por Guillermo Farias em Santa Clara, e da Coligação Central Opositora, além de outros quatro cidadãos que não pertenciam a nenhuma organização dissidente, segundo contou o psicólogo e jornalista.
23 detidos
Guillermo Farias explicou ainda que a mulher pediu ajuda aos grupos de direitos humanos de Santa Clara e que centenas de pessoas se reuniram ao protesto, tendo a Polícia política detido Farias e outras 22 pessoas.
O dissidente cubano garantiu ainda não ter sido maltratado pela Polícia, tendo estado detido durante seis horas e depois levado a casa num carro da Polícia.
O psicólogo e jornalista opositor ao regime de Cuba cumpriu no verão passado 135 dias de greve de fome em protesto contra a morte do dissidente Orlando Zapata, mas em fevereiro já havia estado mais de 80 dias em greve de fome.