O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou hoje que toda a polémica em torno das declarações do Presidente da República sobre as reformas é "uma manobra mafiosa para desviar as atenções".
"Isto é mais uma manobra mafiosa para desviar as atenções", disse Jardim aos jornalistas, à margem da cerimónia de entrega da coleção de armas do tenente-general madeirense Bethencourt Rodrigues ao Museu Militar, comentando a petição on-line pedindo a demissão de Cavaco Silva que já conta com milhares de assinaturas.
Em causa estão as declarações do Presidente da República na sexta-feira, no Porto, onde referiu que aquilo que vai receber como reformas "quase de certeza que não chegará para pagar" as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.
Jardim recusou fazer mais qualquer comentário aos jornalistas, alegando "hoje não ter tempo", escusando-se a falar sobre o encontro agendado para quarta-feira, em Lisboa, com o primeiro-ministro que servirá para ultimar os termos do programa de assistência financeira à Madeira.
A data da assinatura deste plano de ajustamento financeiro ainda não foi divulgada, tendo o líder madeirense declarado já que o mais importante são os conteúdos, garantindo que quando esses estiverem acertados "até assina e manda por mail".