26/05/2012 atualizado às 18:25
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Poeta Tomas Tranströmer, prémio Nobel da Literatura

O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta e tradutor sueco Tomas Tranströmer, anunciou hoje a Academia sueca, em Estocolmo.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)Lusa, El País, EFE, Wikipedia
11:29 Quinta feira, 6 de outubro de 2011
Poeta Tomas Tranströmer, prémio Nobel da Literatura
Jessica Gow/EPA

O sueco  Tomas Tranströmer, 80 anos, autor de "Den stora gatan" (O Grande Enigma, 2004) foi distinguido hoje com o prémio Nobel da Literatura. O galardão foi anunciado hoje em Estocolmo às 12h (horário de Lisboa). O prémio tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.

O prémio Nobel da Literatura 2011 é representante da poesia lírica, que não era premiada pela academia sueca desde 1996, ano em que foi eleita a poetisa polaca Wislawa Szymborska. A Academia sueca anunciou que Tranströmer merceu o galardão "porque, através das suas imagens condensadas e translúcidas, dá-nos um acesso fresco à realidade". Além da sua obra poética, tem-se destacado como tradutor.

A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca. Tomas Tranströmer, no entanto, não vai poder falar para agradecer. O poeta sofreu em 1990 um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico. Apesar disso, continuou a escrever. Desde então, publicou mais três obras, entre as quais "O Grande Enigma: 45 Haikus".

Poeta sueco mais traduzido no mundo


Nascido em Estocolmo a 15 de abril de 1931, foi psicólogo de profissão até 1990. Autor de cerca de 20 livros, lançou recentemente uma nova antologia. Em 1988, foi distinguido com o prémio Pilot , destinado a escritores "com obra literária notável na lingua sueca".

O poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas), Tranströmer começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se "17 dikter" ("17 Poemas"). Em Portugal, Tomas Tranströmer está representado na coletânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981.

Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.

Tranströmer vive atualmente numa ilha, longe dos olhares do mundo.

Poeta cantou Lisboa


No livro "21 poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa.

"No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer.

"Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011.

"Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a cidade junto ao Tejo.

Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtroemer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a "língua estranha".

Em 2010, a Academia sueca distinguiu o escritor de origem peruana Mário Vargas Llosa, autor de "Conversa n'A Catedral" e de "Guerra do Fim do Mundo". Os últimos galardoados, anteriores a Llosa, foram Herta Müller (2009), Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), Doris Lessing (2007), Orhan Pamuk (2006), Harold Pinter (2005), Elfriede Jelinek (2004) e John M. Coetze (2003).

O prémio Nobel da Literatura foi atribuído em 1998 a José Saramago.

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É positivo quando a ditadura dos mercados pretende
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 12:39 | Quinta feira, 6 de outubro de 2011
impor-se apesar da sua inviabilidade provada que seja atrubuido o Premio Nobel da literatura a um poeta. Não são em sociedades que abraçam o neo liberalismo, onde proliferam as academias de futebol e onde os jovens têm poucos incentivos culturais, até os ministerios da cultura são banidos, que têm futuro, mas em socieades socialistas, por exemplo a Venezuela, onde recentemente uma orquesta filarmónica teve grande sucesso em Genebra, onde existem 370 mil executantes de música clássica principalmente de classes sociais mais baixas. E segundo o governo venezuelano a meyta é em breve atingirem os 500 executantes...
 
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Claro que nem existe publicado por aqui...
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 13:08 | Quinta feira, 6 de outubro de 2011
A ditadura das editoras tem transformado a oferta no equivalente ao tele-lixo.
 
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