25 de maio de 2013 às 9:34
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Poderá a freira ter falsificado o testamento da milionária?

Luis M. Faria

Era uma vez uma milionária que vivia sozinha em Roma. Nos últimos anos da sua vida, tornou-se amiga da madre superiora de um convento e começou a passar lá tempo. Quando morreu, a freira foi a sua herdeira.

Até aqui nada de anormal. Solidão, consolo humano e espiritual, doação testamentária. Um script muito frequente, em Itália como noutros países. Por muito que desagradasse aos parentes da milionária - com os quais ela não teria uma relação próxima - nada podiam fazer, não sendo herdeiros legitimários.

Acontece que eles desconfiaram. Pediram às autoridades que examinassem o processo, e rapidamente se descobriu um facto estranho: o testamento estava escrito na caligrafia da madre superiora.

2,5 milhões de euros, um apartamento de luxo 


A suspeita óbvia é fraude. Até agora não foi desmentida, pelo menos em público. 

Além dos dois milhões e meio de euros em dinheiro, a religiosa ficou com as chaves do luxuoso apartamento da milionária em Roma. As autoridades mandaram agora congelar os bens da herança, mas não vai ser fácil recuperar tudo.

A religiosa, Angela Gramegna, já não se encontra no convento. Pôs o apartamento de Roma à venda e mudou-se para Nápoles. Do dinheiro e acções que recebeu não há sinais.

Faltam bens


Curiosamente, se houve fraude, não foi muito bem executada. Pois as desconfianças iniciais partiram dos vizinhos da falecida em Roma.

Naquele bairro de classe alta, a discrição é a regra. Por isso. eles espantaram-se quando começaram a ver o recheio do seu apartamento a ser metodicamente levado por uma procissão de gente algo diferente do pessoal habitual das mudanças.

Eram freiras. Que não paravam de entrar e sair do apartamento. Sempre bastante carregadas.

 

 

 

  

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Fátima
Não aconteceu uma coisa parecida em Fátima aqui há tempos??? Terá sido milagre???
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Do recato para o mundano.
E ela não sabe que deus nosso senhor a pode castigar?
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Suspeição
Esta "notícia" apareceu nos jornais italianos há uma ou duas semanas atrás e, como "notícia", merece-me o seguinte comentário: 1. ditas as coisas como aqui o são, ninguém pode dizer se houve "fraude" ou não; 2. se em causa não estivesse uma Ordem Religiosa, não creio que os jornais italianos se tivessem interessado e o Expresso não fosse agora também atrás; 3. não compreendo como é possível deduzir do facto que o Testamento da pessoa que doou estar escrito pela mão da Religiosa em causa seja "prova" de fraude ou coisa que se pareça, julgando eu que a ser prova de algo, o é sobretudo de duas coisas: a. desconhecimento, ou incúria, diante dos processos legais; b. falta de atenção aos detalhes a ter em conta em processos deste tipo. Pessoalmente, não creio, embora sem certeza alguma, que se trate de fraude, mas apenas de um processo testamentário mal feito, ou feito sem os devidos cuidados legais. Sobretudo, penso que o que está em causa não são as Religiosas que parecem ter usufruído de uma notável herança que lhes veio da pessoa que acolheram, que trataram, que livraram da solidão mais esquálida, a quem, presumo, terão dado o seu melhor carinho (presumo, claro!); de facto, nesta história o que manifestamente está em causa é o ridículo egoísmo de "familiares" ou outros interesseiros que, não tendo feito nada (presumo!) para estimar a pessoa que faleceu, agora, como abutres enraivecidos, se acham no direito de serem...herdeiros! A palavra que melhor lhes cabe é esta: Mamões!
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Catolicofobia
Foi no jornal Expresso que descobri que havia fobia ao catolicismo. Embora já tivesse sentido esse tipo de ataques no Brasil, nomeadamente em telenovelas que atacavam a "colonização" portuguesa, fazendo a ligação imediata entre português = católico, o que, pelos vistos, no mundo actual, está bem longe da realidade, a verdade é que só cheguei à conclusão de que havia realmente fobia ao catolicismo quando o meu blog foi atacado e quando comecei a frequentar o fórum do Expresso.

É uma pena que a crónica não dê nomes, assim facilitava muito mais a confirmação da verdade através da net. O cronista preferiu ficar no "Era uma vez", o que equivale a dizer "Parece".

Há alguns dias, numa sapataria, vi uma freira a mandar consertar uma mochila e uns sapatos cor-de-rosa, de rapariga. Os sapatos chamaram-me a atenção por causa da cor, que não convinha a uma freira, e por estarem já bastante usados. No meu entender, mais valia irem para o lixo. Só que a freira em questão insistia no seu conserto. Deduzi, então, que deviam pertencer a alguém que estava aos cuidados dela.

Ora, sendo eu cidadão de um Estado em que a bandalheira na má gestão dos meus impostos se tornou useira e vezeira, sem que haja qualquer forma de pôr cobro ou, pelo menos, diminuir essa pouca vergonha, pensei sinceramente que, se há instituição em que o meu dinheiro seria bem aproveitado, é precisamente a católica.
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