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A Beleza das Pequenas Coisas

Clara Ferreira Alves: “Toda a gente acha Portugal uma choldra ignóbil. Mas é uma boa choldra onde toda a gente quer viver”

“Choldra ignóbil” saiu da pluma de Eça de Queirós mas é usada por Clara Ferreira Alves para falar do país que não considera tão manso como o pintam. “O português não é suave, faz-se suave quando lhe convém.” A colunista do Expresso e escritora fala sobre Portugal e o mundo, a ligação ao Médio Oriente - que a levou a escrever o primeiro livro, “Pai Nosso” - e o que a inspira a escrever o próximo romance: “Na escrita não me interessa a felicidade, interessa-me o horror.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Entrevista

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Edição

Jornalista

Mário Henriques

Ilustração

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Se usar Android, basta pesquisar A Beleza das Pequenas Coisas na sua aplicação.

É a mais notável colunista portuguesa. Há mais de 20 anos que nos ajuda a perceber melhor o mundo através da sua “Pluma Caprichosa”, na Revista E, do Expresso. Clara Ferreira Alves foi crítica literária, repórter de guerra e pode ser vista semanalmente a comentar os temas quentes do momento no programa “Eixo do Mal”, na SIC Notícias.

Levou muito tempo a escrever o seu primeiro livro. Mas talvez tenha começado a escrevê-lo na sua cabeça em 1991 quando foi pela primeira vez a Jerusalém, em plena Guerra do Golfo, para descrever o horror da violência e da guerra. Há três anos estreou-se com o romance “Pai Nosso”, uma ficção sobre o Médio Oriente, o terrorismo, a guerra que já está no meio de nós, as religiões e o olhar dos fotojornalistas.

Nesta conversa, Clara Ferreira Alves fala do longo caminho que fez para aqui chegar, do momento na infância em que descobriu o silêncio e os livros, as músicas que a acompanham, o novo romance que está a escrever e o que espera do que aí vem. “Não quero ser respeitável, uma referência. Quero ser eu, livre. Se daqui a uns 50 anos uma pessoa pegar num livro meu e se emocionar é bom. Mas eu já não estou cá. What's the point? Não é importante para mim a posteridade. Mas a extinção das pessoas de quem eu gosto aflige-me...”

Ainda neste episódio pode ouvir a rubrica “Eu não sou de intrigas, mas...”, onde sugerimos mais dois podcasts que andam no nosso ouvido.

E, como já é hábito, no final pode conhecer mais um testemunho da rubrica “Toda a Gente Tem Uma História”. Desta vez quem nos conta é o Vítor, do Porto, que nos fala de como a escrita o ajudou a estruturar o pensamento e as emoções. Até descobrir a dança.

Este é um convite que lançamos semanalmente aos ouvintes para que nos contem também as suas experiências e relatos, maiores do que a vida, ou tão simples como ela pode ser.

Podem ainda gravar um áudio comentando os episódios que mais gostaram e as vossas razões.

Enviem-nos os vossos textos e áudios, comentários e sugestões, para: abelezadaspequenascoisas@impresa.pt

Até para a semana, e boas conversas!